Acesso e utilização da internet pelos alunos

 

Os dados a seguir fazem parte da edição de 2019 do “SP TIC”, estudo sobre Tecnologias de Informação e Comunicação, realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação – Cetic.br, departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br. Tais informações, divulgadas pela Fundação Seade, dimensionam a disponibilidade de dispositivos e a adoção das tecnologias de informação e comunicação (TIC) para práticas pedagógicas, em estabelecimentos de ensino públicos e privados urbanos e contemplam o acesso e a utilização da Internet por estudantes, disponibilidade de equipamento e as práticas desses alunos ao usar a rede. Embora refiram-se a 2019, servem para se ter um parâmetro das disparidades de condições enfrentadas por estudantes de diferentes classes sociais durante a pandemia.

A análise do acesso e da utilização da Internet pelos estudantes deve considerar a expressiva presença do setor público na educação básica. Em 2019, no Brasil, a rede pública respondia por 81% das matrículas do Ensino Fundamental 1, 85% do Fundamental 2 e 88% do Médio regular, que totalizavam 34.389.621 alunos. No Estado de São Paulo, o cômputo de matrículas no Ensino Fundamental e Médio atinge 6.961.093 estudantes, sendo 80% na rede pública.

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No Estado de SP, 88% dos estudantes foram classificados como usuários da Internet, sem distinção significativa entre alunos das redes de ensino pública ou privada.

Computadores de mesa existiam em 62% dos domicílios paulistas de alunos da rede privada e 38% de estudantes da pública. A presença de computadores portáteis e tablets segue essa mesma tendência. O fato de haver um equipamento em uma residência não significa que está disponível em tempo integral para o estudante: em muitas casas, o mesmo computador ou tablet é compartilhado por várias pessoas da família.

O telefone celular foi o dispositivo mais utilizado para acessar a Internet entre os estudantes. Para cerca de metade dos estudantes, no entanto, houve opções como computadores portáteis ou de mesa, dispositivos que estão associados à realização de atividades pedagógicas mais interativas como lições e exercícios, apresentações e participações em avaliações ou provas, além de serem mais cômodos para acompanhar aulas on-line.

Os entrevistados da rede privada registraram muito maior proporção de acesso ao conjunto de dispositivos de acesso à Internet, incluindo videogames, smart TVs e tablets. Enquanto isso, no Estado de São Paulo, 13% dos estudantes da rede pública reportaram acessar a Internet exclusivamente pelo aparelho celular (cerca de 115 mil), situação incomum para os de escolas privadas (1% dos pesquisados).

Atividades realizadas na Internet

O uso da internet para atividades didáticas, entretenimento, comunicação e acesso às redes sociais é usual entre os estudantes paulistas, independentemente da rede na qual o aluno está matriculado. A prática de realizar pesquisa para trabalhos escolares, por curiosidade ou para aprender algo que não sabia, foi reportada por aproximadamente 90% dos estudes. Houve registro significativo da prática de ler ou assistir notícias na Internet (80%).

Acesso a computador nas escolas

Em 2019, a totalidade das escolas urbanas paulistas (13.840 estabelecimentos) contava com computadores e acesso à Internet, seja na rede pública (9.181 escolas) ou privada (4.659). A oferta de equipamentos para fins pedagógicos é majoritariamente composta por computadores de mesa, em detrimento de computadores portáteis e tablets.

Há desvantagem na rede pública quanto ao número de alunos por computador. Em dois terços das escolas públicas, cada computador é compartilhado por mais de 20 estudantes. Na rede privada, os equipamentos são proporcionalmente compartilhados por menos alunos (até 20).

Nas escolas públicas o acesso à Internet é mais frequente em laboratórios de informática, enquanto nas instituições privadas o uso prepondera em salas de aula e bibliotecas.

Roteiro Volta às aulas da Revista Weekend: