756 novos leitos e reativação de hospital de campanha de Heliópolis para enfrentar segunda onda da pandemia

 

O governador João Doria anunciou nesta sexta-feira (22) a ativação de 756 leitos em hospitais estaduais e a retomada do hospital de campanha na estrutura interna do prédio do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Barradas, localizado em Heliópolis, zona Sul da Capital, que volta a operar com 24 leitos de UTI.

“Esse conjunto de medidas vai reforçar o sistema de saúde e garantir o atendimento a todos. São medidas necessárias enquanto não temos a quantidade de vacinas necessárias para imunizar todos os brasileiros. Por enquanto, apenas a vacina do Butantan está garantindo a imunização dos profissionais de saúde que estão na linha de frente contra a pandemia”, disse o Governador João Doria.

A medida anunciada pelo governador tem o objetivo de reforçar o sistema de saúde e garantir leitos para assistir casos graves de coronavírus em todo o Estado. Nos hospitais estaduais serão abertos 306 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid-19 e outros 450 de enfermaria.

A maior preocupação é o avanço rápido da doença no Estado, que já registra aumento de 42% no número de novos casos e de 39% de óbitos de Covid-19 nos 21 dias deste mês de janeiro, em comparação ao mesmo período de dezembro. As taxas de ocupação hospitalar permanecem em ascensão. Neste ano, já saltaram mais de oito pontos percentuais no Estado, saltando da faixa de 62% para mais de 70%.

A ampliação da rede é fruto de análise técnica e planejamento da Secretaria de Estado da Saúde com base no monitoramento do cenário da Covid-19, visando assegurar atendimento igualitário à população.

“Estamos monitorando diariamente a situação na região e em todo o Estado, cientes de que precisamos agir rapidamente para que a rede hospitalar possa enfrentar o recrudescimento da pandemia. Diante do cenário epidemiológico da Covid-19 em todo o mundo, decidimos ampliar leitos nos nossos serviços de referência para assegurar atendimento a todos que precisarem”, afirma o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.