Guedes culpa aumento da expectativa de vida pelo esgotamento na saúde

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira, 27, que o Estado brasileiro não tem capacidade para acompanhar a demanda do país por acesso ao setor público de saúde. A fala ocorreu após Guedes dizer que não foi a pandemia que reduziu a capacidade de atendimento do sistema público, mas sim “o avanço na medicina” e o “direito à vida”.

“Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130 (…) não há capacidade de investimento para que o Estado consiga acompanhar”, disse, segundo informações do Brasil Econômico, publicação virtual do portal de notícias iG.

O ministro da Economia disse ainda que o Estado “quebrou” e não possui recursos suficientes para manter a demanda por atendimento. A declaração ocorreu na reunião desta terça-feira do Conselho de Saúde Complementar, a mesma onde Guedes disse que chineses “inventaram” o coronavírus.

Finanças públicas

Em fevereiro de 2020, um estudo da Secretaria do Tesouro Nacional já apontava a necessidade de gastos adicionais em saúde entre 2020 e 2027 devido ao envelhecimento populacional.


“Há uma forte pressão para elevação das despesas [em saúde] em decorrência do processo de envelhecimento da população, dado que a população de maior idade demanda proporcionalmente mais serviços de saúde”, avaliou a instituição.
No entanto, em 2019, a regra do teto de gastos impediu um aumento das despesas na área de saúde. Assim, R$ 9,05 bilhões deixaram de ser empenhados para essas despesas, de acordo com o Tesouro Nacional.


Já com a pandemia no início de 2020, foram gastos R$ 42,7 bilhões a mais no setor. Em 2021, o governo tem liberado gastos pontuais por meio de créditos extraordinários. 
A regra do teto de gastos vale por 20 anos, e pode ser reavaliado a partir de 2026.

*Com Informações do Estado de Minas