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PEVs deveriam ampliar atendimento em vez de restringir

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Estive há alguns dias no PEV (Ponto de Entrega Voluntária) Iporanga, próximo ao Jardim Sta. Cecília e ao Jardim São Paulo, levando diversos materiais para serem descartados.

Havia embalagens de marmitex, que foram recusadas pelo funcionário, por serem consideradas lixo orgânico. Entendi pertinente e aceitei trazer de volta. Em um saco, havia pedaços de ripas de madeiras e algumas garrafas Pet de refrigerante. O funcionário indicou que eu jogasse tudo em uma caçamba de “Diversos”.

Retruquei, dizendo que eu separaria cada tipo de material e jogaria na caçamba correspondente. Ele insistiu que eu deveria pôr tudo na caçamba de Diversos. Perguntei para onde seria levado o material daquela caçamba. Respondeu que para o aterro sanitário. Recusei-me a obedecer. Afinal, em minha casa separamos tudo que é reciclável e na Redação do Click Guarulhos, também. Não faria sentido ir até um PEV e os materiais recicláveis irem para o aterro sanitário. Separei a madeira e a joguei na caçamba correta. E os plásticos tive de trazer de volta, pois aquele PEV não tem recipiente para plásticos, o que me pareceu absurdo.

Consultando, porém, o site da Prefeitura, vi que no espaço dos PEVs não constam plásticos nem entre os materiais aceitos, nem entre os recusados. Em outros PEVs sempre vi que há recipientes para plásticos.

Enviei, então, questionamento à Assessoria de Imprensa da Prefeitura, indagando se os PEVs devem ou não aceitar plásticos; se sim, por que o PEV Iporanga recusa e, se não, qual o motivo.

 

RESPOSTA

Quanto à questão do plástico, o PEV Iporanga é um dos que sofre com constantes invasões de pessoas em busca de artigos de tal material para provável revenda. Desta forma, apesar de continuar recebendo plástico, a solicitação feita pelos servidores do local é que, se possível, resíduos plásticos sejam entregues no PEV mais próximo, localizado no Jardim Paraventi. No caso, o servidor em questão foi novamente orientado a prestar informações corretas aos usuários, a fim de não se deixar dúvidas.


OPINIÃO

Considero equivocado o procedimento adotado pela Secretaria de Serviços Públicos, quanto ao funcionamento dos PEVs. Insisto nisto desde gestões passadas e no período em que a empresária Loredana Glasser assumiu a Pasta. Os PEVs deveriam ampliar as formas de atendimento, em vez de restringi-las.

Na calçadas dos PEVs, geralmente são vistos montes de materiais jogados pela população quando os encontra fechados. Sugeri que os locais ficassem abertos. Responderam que poderiam ser alvo de vandalismo e furtos. Opinei que seria mais lógico haver uma caçamba encostada na cerca ou muro, na qual as pessoas pudessem jogar os resíduos fora dos horários de atendimento. Argumentaram que alguém poderia jogar materiais indevidos e até animais mortos.

Porém, eu contra-argumento: Se as pessoas não puderem jogar em um PEV, fatalmente jogarão nas ruas. E a Prefeitura ou a Proguaru acabarão por recolhê-los, dando a cada tipo de dejeto o destino adequado. Em assim sendo, por que não fazer de uma forma mais organizada, incentivando a população a utilizar os PEVs, os quais, aliás, poderiam ser multiplicados, instalados nos mais diversos pontos viciados de despejo de entulho, ainda que não fosse possível colocar funcionários para atendimento.

Quanto à resposta de que o PEV Iporanga não recebe plásticos por “sofrer invasão de pessoas que vendem recicláveis”, isso precisa urgentemente ser revisto. Qual o problema de catadores irem aos PEVs pegar material para vender? Essa prática deveria ser, inclusive, incentivada! Ao menos enquanto não houver ampla coleta seletiva em Guarulhos e uma política bem organizada de educação ambiental.

O ex-vereador e ex-deputado Paulo Sérgio acaba de ser nomeado secretário-adjunto de Serviços Públicos. Sugiro que ele se debruce sobre essa questão e ajude a mudar a mentalidade que tem prevalecido na gestão dos PEVs. Que se faça uma experiência mantendo alguns PEVs abertos, em outros sejam colocadas caçambas para recebimento fora dos horários de atendimento e que todos passem a receber plásticos. Que se repense também a questão das telhas que contêm amianto ou as quebradas, que são recusadas nos PEVs, mas invariavelmente são jogadas nas ruas e o poder público acaba recolhendo-as e tendo de dar destino a elas. Por que não fazê-lo de forma proativa?
Quanto aos possíveis abusos que podem ser cometidos, que sejam instaladas câmeras de segurança para identificar e punir os malfeitores; aliás, o que deveria ser feito também em pontos viciados de descarte.

Enquanto não mudar o procedimento, os resultados continuarão sendo ruins.

Valdir Carleto

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