terça-feira, 15 de junho de 2021
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SP prorroga fase de transição até 30 de junho com os mesmos horários de funcionamento

O governo de São Paulo adiou novamente a liberação do funcionamento do comércio até as 22h, programada para ocorrer a partir do dia 14 de junho. É a segunda vez que a ampliação do horário e da capacidade é postergada pela gestão estadual.

Inicialmente, a gestão João Doria (PSDB) anunciou que a medida entraria em vigor no dia 1° de junho. Depois, recuou e alterou a data para 14 do mesmo mês. Nesta quarta (9), decidiu não fazer alterações até o dia 30.

Com a mudança, o estado continuará na atual fase da quarentena, que autoriza lojas, shoppings, academias, salões de beleza e restaurantes a operar até 21h.

“Devido ao aumento dos índices da pandemia, sobretudo de algumas áreas localizadas aqui do estado de São Paulo, o Centro de Contingência da Covid-19 recomendou prorrogar por mais 2 semanas, de 14 a 30 de junho, a atual fase de transição do Plano São Paulo”, afirmou Doria.

A capacidade máxima de funcionamento do comércio, que também tinha a previsão de ser ampliada para 60% na próxima semana, seguirá em 40%.

“O Centro de Contingência vê com preocupação o momento que nós estamos enfrentando da pandemia, com manutenção de casos, uma elevação, ainda que em uma velocidade pequena, no número de internações em leitos hospitalares, internações e leitos de UTI e, por isso, recomendou a manutenção dessa fase de transição por mais 2 semanas”, disse o secretário-executivo do Centro de Contingência da Covid, João Gabbardo.

Apesar de regiões do estado já registrarem mais de 90% de ocupação de leitos, o governo estadual apenas sugeriu que as prefeituras dessas cidades tomem medidas mais restritivas individualmente.

“O governo encaminhará aos municípios que estão com uma taxa de ocupação acima de 90% dos leitos de UTI para que avaliem a necessidade, avaliem a pertinência, de tomarem medidas mais restritivas do que aquelas que já estão estabelecidas no Plano de Contingência de São Paulo”, completou Gabbardo.

Se as regras do Plano São Paulo vigentes em janeiro deste ano ainda fossem seguidas, todas as cidades com mais de 80% de ocupação de leitos deveriam estar na fase vermelha do plano, na qual restaurantes e comércios não essenciais não podem funcionar.

11 mil na UTI

A decisão ocorre após o estado ultrapassar 11 mil pacientes com Covid internados em UTI, número que havia sido apontado pela gestão João Doria (PSDB) como limite de eventual novo aumento da epidemia após as flexibilizações da quarentena realizadas em maio.

Ao anunciar novas flexibilizações da fase atual da quarentena no dia 19 de maio, o governo admitiu que poderia haver um crescimento nos números de internações e mortes por Covid nas semanas seguintes, mas defendeu que os indicadores não seriam piores do que os verificados no pico anterior da pandemia e que, por isso, a mudança era acertada.

Apesar dos números elevados, o comitê de saúde que assessora o governo paulista afirma que o crescimento é atualmente mais lento e nega risco de novo pico da doença.

Fase de transição

No final de maio, o comércio foi autorizado a elevar a capacidade máxima de 30% para 40%. Na prática, porém, não há lei, multa ou fiscalização para verificar esse percentual.

O estado de São Paulo está, desde 18 de abril, na chamada “fase de transição” do Plano São Paulo, que regula o funcionamento dos setores da economia.

Esta fase, criada para representar uma etapa transitória da fase emergencial, a mais rigorosa da quarentena, não leva em consideração os indicadores da pandemia no estado.

Indicadores da epidemia

Ao ultrapassar o patamar de mais de 11 mil pacientes em UTI nesta semana, São Paulo voltou para um patamar que não observado desde 23 de abril.

Segundo levantamento feito pela TV Globo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, a internação total de UTI têm subido diariamente no estado há 22 dias consecutivos.

Abril foi o mês mais letal desde o início da pandemia. O colapso no sistema de saúde também fez com que mais de 500 pessoas morressem à espera de um leito de UTI no estado.

Embora em maio tenha sido observada uma queda no número de internações, casos e mortes, essa queda não foi suficiente para voltar a patamares anteriores às do pico da segunda onda.

Esse novo aumento de internações de junho – chamado de terceira onda da epidemia ou de repique da segunda onda – preocupa cientistas e infectologistas porque acontece no momento em que o sistema de saúde já está sobrecarregado com taxas de ocupação acima de 80%.

Em fevereiro, antes do início da segunda onda, as ocupações de UTI no estado mantinham média de 66%.

Na capital paulista, as taxas de ocupação de leitos não-Covid também já estão atualmente acima de 90%, o que aumenta a dificuldade para que estruturas sejam adaptadas de forma emergencial.

O secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, estima que valores parecidos ao colapso de abril podem voltar a ser registrados na cidade de Sâo Paulo já na próxima semana.

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