Martello mantém luta por referendo popular e continuidade da Proguaru

Foto: Karina Yamada

O presidente da Câmara de Guarulhos, Martello (PDT), reuniu-se no início da tarde da quarta-feira (8) com representantes do Legislativo, trabalhadores da Proguaru, sindicalistas e importantes políticos da Cidade, para falar a respeito do seu posicionamento diante da decisão do Tribunal Regional Eleitoral-TRE, que, em decisão publicada na sexta-feira (3), indeferiu o pedido do presidente da Casa para a realização de um referendo popular sobre o fechamento da empresa. Segundo a sentença, a realização da consulta deveria ter sido aprovada em plenário, por meio de um Decreto Legislativo.  

A solicitação havia se baseado em um abaixo-assinado organizado por funcionários da empresa, que queriam que a população fosse ouvida na tentativa de reverter a decisão do prefeito Guti (PSB), referendada pela Câmara em dezembro de 2020, de fechar a Proguaru, empresa municipal de economia mista. Após exposição do ex-vice-prefeito Carlos Derman sobre o assunto, Martello garantiu que se manifestará contrário à decisão do TRE: “Em minha opinião, o Tribunal se equivocou, pois um documento com 14 mil assinaturas representa grande apoio popular e dispensa votação na Câmara”, justificou.  

Entre os presentes, estavam ainda o ex-prefeito Elói Pietá, o ex-vice-prefeito Alexandre Zeitune, os vereadores Edmilson (PSOL), Janete Rocha Pietá (PT), Dr. Laércio Sandes (DEM) e Márcia Taschetti (PP). Segundo Martello, Guti comete um erro ao fechar a empresa: “Ele é o prefeito, tem seus interesses políticos, é legítimo, mas estamos falando em conservação de empregos, a Proguaru sempre prestou um grande serviço para o Município, vou continuar defendendo os trabalhadores”, assegurou. “Os prefeitos passam quatro, oito anos e vão embora, mas a prefeitura e sua estrutura permanece, temos que lutar por este legado.”