quinta-feira, 9 dezembro 2021
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Veterinário aponta dicas importantes sobre a vacinação de animais de estimação

Em tempos em que a vacinação humana está entre os assuntos mais comentados e esperados, é válido falar também sobre a importância da vacinação dos animais de estimação, seja para aumentar a expectativa e a qualidade de vida do pet evitando doenças infectocontagiosas, ou para prevenir a transmissão de zoonoses (doenças transmissíveis dos animais para os seres humanos). O veterinário e professor do Centro Universitário Avantis – UniAvan, Raniere Gaertner explica quais são as principais vacinas.

Segundo ele, a antirrábica imuniza o animal contra a raiva (doença viral), uma zoonose que ataca o sistema nervoso central e é fatal tanto para os animais quanto para os humanos. A primeira dose deve ser tomada a partir da 12ª semana de vida e depois reforçada todos os anos. Ela é obrigatória no país.

Já as vacinas polivalentes (V8 e V10) imunizam o cão contra doenças de origem viral e bacteriana, como cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite infecciosa canina, adenovirose, parainfluenza e determinados sorovares de leptospirose. A primeira aplicação deve ser feita, aproximadamente, a partir das seis semanas de vida, sendo realizados dois reforços entre 21 e 30 dias e, posteriormente, reforço anual.

Outros imunizantes disponíveis para nossos pets são as vacinas contra giardíase, zoonose que provoca alterações no sistema digestivo (a vacina ajuda a reduzir os riscos de incidência e gravidade da doença); contra traqueobronquite infecciosa ou tosse dos canis, vulgarmente chamada de gripe canina; e contra a leishmaniose, uma importante zoonose, infelizmente cada vez mais frequente em nosso país. As vacinas contra a giardíase e traqueobronquite exigem uma dose inicial e um reforço entre 21 e 30 dias e, posteriormente, reforço anual. Já o imunizante contra a leishmaniose é composto por três doses iniciais (uma dose e dois reforços) e reforço anual.

Nos gatos, além da antirrábica, existem as polivalentes (V4, V5), que imunizam o felino contra panleucopenia felina, calicivirose, rinotraqueíte e clamidiose (V4) e leucemia viral felina (V5). A vacinação exige um ou dois reforços no intervalo de quatro semanas, dependendo da idade da primeira aplicação, e reforço anual.

Veterinário Raniere Gaertner, do Centro Universitário Avantis – UniAvan, responde as principais dúvidas:

Animais já idosos devem ser vacinados?

Sim, porque, como na raça humana, os animais mais velhos também podem ser mais sensíveis a algumas doenças. Por isso é muito importante manter o esquema adequado de vacinação e seguir o protocolo de vacina que vai ser orientado pelo médico veterinário em todas as etapas de vida do pet.

Um animal que nunca foi vacinado contra a gripe e tenha um quadro de doença pulmonar deve ser vacinado?

Inicialmente, deve-se procurar um médico veterinário.  Ele irá fazer exames clínicos e laboratoriais, se necessário, para em seguida determinar o diagnóstico e tratamento do animal e indicar o melhor período para tomar a vacina contra traqueobronquite infeciosa.

Existe obrigatoriedade na vacinação de animais?

Algumas vacinas são, sim, obrigatórias. É o caso da vacina antirrábica (ou contra a raiva). É de responsabilidade do tutor do animal fazer a vacina. Em caso de visita a outro estado, é preciso levar junto o atestado de saúde do animal, com a comprovação da aplicação e data de validade da vacina contra a raiva. No Brasil, a vacina antirrábica deve ser aplicada anualmente.

Atualmente, alguns condomínios também exigem a carteira de vacinação em dia (não somente contra a raiva, mas também polivalente, traqueobronquite infecciosa e giardíase). Hotéis para animais também têm o hábito salutar de exigir que as vacinas de seus hóspedes estejam em dia.

 Lembrando que a leptospirose também é uma importante e perigosa zoonose que pode ser transmitida ao ser humano por cães infectados.

Ao adotar um cachorro de mais idade, sem saber seu histórico, quais vacinas devo dar?

Não conhecendo o histórico vacinal do animal, é mais seguro supor que ele não tenha sido vacinado e iniciar o esquema de vacinação assim que possível, usando as vacinas disponíveis para prevenção de doenças infectocontagiosas.

O médico veterinário irá determinar qual esquema de vacinação é o mais adequado para seu animal levando em conta a idade, região e incidência de determinadas doenças.

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