José Benedito Pinto, 70 anos, funcionário da Proguaru, morreu na manhã desta sexta-feira (10) enquanto esperava na fila para assinar a demissão.
A homologação dos ex-empregados da empresa estava acontecendo no CEU Continental, no Parque Continental II, quando o homem, porteiro da empresa, começou a passar mal.
A Guarda Civil Municipal (GCM) que estava no local prestou os primeiros atendimentos e acionou o Serviço Médico de Urgência (SAMU).
Os paramédicos tentaram reanimar o homem, mas ele não resistiu e morreu.
Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Guarulhos (Stap) o trabalhador tinha 21 anos de empresa, era casado e tem um filho.
Extinção da Proguaru
O sindicato realizava um ato no mesmo local e orientava os funcionários a não assinarem as demissões, anunciadas pela Prefeitura na quinta-feira (9), em decorrência do processo de extinção da Proguaru.
Em suas manifestações nas redes sociais o Stap orienta que os trabalhadores aguardem o retorno dos advogados que entrarão com mandado de segurança na Justiça do Trabalho para que a situação se reverta.
A continuidade do processo de extinção da empresa foi retomado após o TRE-SP negar, no último dia 3, a realização de um referendo para votação popular sobre a extinção ou a manutenção da Proguaru. O processo de extinção da empresa prevê a demissão de 4,7 mil funcionários. Diante da repercussão da morte de um funcionário da Proguaru, o governo municipal suspendeu as homologações previstas para esta sexta-feira no CEU Continental.
Morte causou comoção e revolta nas redes sociais
Em nota, a Proguaru lamentou a morte do funcionário e não confirmou a causa da morte, mas afirma que apresentava problemas cardíacos, de acordo com a ficha médica.
Nota da Proguaru sobre o falecimento do funcionário José Benedito Pinto
A Proguaru (Progresso e Desenvolvimento de Guarulhos S/A) lamenta o falecimento do funcionário José Benedito Pinto, 70, Agente de Portaria, após passar mal nas dependências do CEU Continental. A empresa está prestando toda a assistência aos familiares neste triste momento.
Funcionário desde o ano de 2000, ele apresentava problemas cardíacos, conforme consta em sua ficha médica. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Diante de informações deturpadas que circulam em redes sociais, a Proguaru esclarece que escolheu o CEU Continental para promover o desligamento de servidores, pela estrutura ofertada no local, com espaço adequado para a espera do pessoal (400 por dia), devidamente sentado, além de sanitários, água e café em espaço coberto e ventilado, incluindo ar condicionado no auditório.
No entanto, um grupo de sindicalistas e políticos de oposição, desde as primeiras horas da manhã, impediu que muitos deles adentrassem ao local, mantendo-os na calçada e expostos ao sol.
Infelizmente, foi neste ambiente, onde se concentrou o protesto, que o servidor passou mal e veio a falecer.



