terça-feira, 25 janeiro 2022
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Equilíbrio é o tema do novo projeto de Julyo Ganiko

 

O terapeuta Julyo Ganiko é o fundador do Spa Urbano que há 16 anos está instalado no Jardim Rossi Cerconi e atua também em hotéis. Após publicar o livro Feng Shui, sobre a harmonia de tudo em uma casa, ele pegou gosto pela coisa e aceitou o convite de Fábio Carleto, que idealizou o projeto Equilíbrio, o qual conta com um livro e uma série de 12 vídeos sobre as emoções humanas à luz da medicina chinesa e ensina como equilibrar-se intimamente

Qual o motivo que o levou a empreender esse projeto chamado “Equilíbrio”?

Eu recebi o convite do Fábio Carleto, que idealizou e produziu todo o projeto, coordenou o trabalho do Paulo Manso e do Rafael Almeida, que se juntaram a nós nas filmagens e, depois de relutar por tantos anos à exposição, entendi que era a hora de aceitar esse desafio e ampliar o alcance do meu trabalho.

Como sempre foi muito reservado, chega a surpreender que esteja voltado a esses projetos…

Ao longo da vida, fiz quatro grandes pausas para reflexão e criar musculatura em meus projetos. Mas, a mais recente foi involuntária e promoveu a superação de um obstáculo interno que sempre tive: o de comunicar-me mais com mais gente.

Quais foram essas outras pausas?

As primeiras foram as viagens que fiz para o Oriente: a primeira para o Japão; a segunda para a China; e a terceira para a Índia e para o Tibet.

E a mais recente?

A quarta pausa, em junho de 2021, foi necessária. Eu vinha em um ritmo frenético de atendimentos, mesmo com a pandemia. E mais ainda por causa dela, já que as pessoas se tornaram mais ansiosas e estão em um nível de insegurança muito maior. Apesar de necessária e importante, essa pausa foi forçada, porque tive a experiência de contrair o vírus da covid-19. Fiquei internado e aproximadamente 40 dias ausente dos atendimentos, do meu cotidiano. Além disso, meu querido amigo Roberto, o pai da Tiemi, minha esposa, também teve covid-19 e veio a falecer. Todas essas pausas que eu fiz na minha vida foram para refletir e extravasar um pouco. Para criar uma hipertrofia no que eu já vinha fazendo. Mas nesta, mais recente, tive uma reflexão muito intensa.

Conte-nos um pouco sobre isso.

Eu tinha acabado de fazer 45 anos no final de maio. No começo de junho contrai o vírus, fui hospitalizado e perdi meu grande amigo Sr. Roberto. A analogia que eu fiz é de que tinha acabado de completar o primeiro tempo do jogo da minha vida. Os primeiros 45 minutos tinham encerrado. Pensei no que fiz do meu passado e tive muita gratidão por tudo. Posso dizer que eu ganhei o jogo nesses 45 minutos. Tudo que eu tive vontade de fazer eu fiz: estudei o que eu queria, trabalhei com o que eu queria, me envolvi com pessoas que eu queria, casei, tive filhos. Todos os sonhos que eu tinha, inclusive das viagens, dos estudos, eu consegui realizar. Então entendi que eu ganhei esse jogo de goleada!

E para o segundo tempo desse jogo?

Nesses próximos 45 minutos, ganhei uma segunda chance, depois de vencer a covid-19. Pensei: o que eu vou fazer com essa chance? Eu poderia apenas administrar o jogo. Afinal de contas, eu estou ganhando. Quando chegar lá no final da vida eu poderei falar ‘Eu realmente ganhei o primeiro tempo e, no segundo, eu administrei o placar. Minha vida foi assim: não fiz mal a ninguém, está tudo certo’. Mas, não! A conclusão dessa reflexão maior foi que, se eu tive essa segunda chance, é porque eu tenho que fazer algo maior do que estava fazendo. E a vida não precisa ser só muito boa. Ela pode ser extraordinária. É dessa forma que eu venho pensando agora. Então, esse novo projeto começa com esse novo passo, com essa nova visão. Com esse novo paradigma, inclusive da minha própria comunicação com os outros. É um desafio grande para mim, que estou encarando com muito otimismo e muita confiança.

Há quanto tempo atende como terapeuta?

Desde os 20 anos de idade. Mas, com 6 ou 7 anos, já fazia massagem no meu pai. Então ele foi o meu primeiro professor a falar ‘aperta aqui, aperta ali’. Depois de muito tempo, quando eu já tinha feito cursos de massagem, vi que aquilo já estava na minha missão desde criança: tocar as pessoas, honestamente, com carinho, para passar o melhor. Comecei a estudar terapias orientais aos 19 e, hoje, aos 45, são praticamente 26 anos que atendo profissionalmente. Quando me perguntam se eu tenho alguma especialidade, eu falo que a única que eu tenho é em mim mesmo. Eu sempre procurei me especializar em mim, acima de tudo. Independentemente do que eu faça na vida, na profissão que eu tenha como remunerada, eu entendo que tenho que ser um cara especialista em mim mesmo. A partir deste momento, eu vou me tornar uma pessoa feliz, mais bem resolvida.

Teve outras experiências profissionais?

Eu trabalhei em um banco, dos 14 aos 19 anos, com carteira assinada. Antes disso, nas férias escolares, eu ajudava minha tia. A gente vendia coxinha no DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais, em São Paulo). Levava aquela caixa de isopor no ônibus e voltava com ela vazia, graças a Deus. Foi uma experiência muito legal. Foi meu primeiro emprego e ela me remunerava por isso.

O que quer dizer quando fala de especializar-se em si mesmo?

O primeiro exercício talvez tenha sido aos 16 anos. Ganhei de um amigo do banco o livro “Número, nome, vida e destino”, sobre numerologia. Geminiano, sempre fui muito interessado, curioso, buscando saber mais sobre todos os assuntos. Li o livro, comecei a fazer meu mapa numerológico e achei que aquilo não tinha nada a ver comigo. Achei uma bobeira o mapa dizer que eu iria me interessar por terapias, por elementos da natureza. Naquela época, trabalhava em banco, tinha uma equipe de som para bailinhos. Nada de me integrar à natureza, saber de coisas ocultas. Fiz em uma folha de almaço todo o meu mapa e guardei no livro, que ficou por muito tempo na prateleira. Depois de muitos anos, já enquanto estudava terapias, eu peguei novamente esse livro e encontrei a folha de almaço. Reli tudo do meu mapa e eu vi que aquele cara era eu! Vi que realmente estava muito certo aquele mapa. Até levei para profissionais consultarem e os números batiam. Estava tudo certo. A partir dali comecei essa jornada de autoconhecimento.

Como foi a viagem ao Japão?

Decidi ir para o Japão, aos 28 anos de idade. Eu já tinha muitos atendimentos, em Guarulhos e em São Paulo. Dava aula também, de Tai Chi, de massagem. E tinha meu Golzinho, única coisa que eu tinha em meu nome. Tive um sonho com meu avô, falando que eu tinha que buscar uma caixinha mágica, com meu primo Bruno. Quando eu acordei, pensei: como o Bruno está no Japão, eu tenho que ir para lá. Já vinha pensando em conhecer o Japão e estudar lá. Entrei em contato com a Toyo Seitai, escola de massagem de Tóquio, e decidi ir. No Japão foi uma história incrível. Fui para passar 60 dias. Vendi o meu Golzinho, que custava o valor do curso. Conversei com alguns amigos sobre a possibilidade de trabalhar lá, como se fosse fazer um bico. Trabalharia 8 horas diárias, tiraria o período para estudar e, com esse trabalho, eu conseguiria me manter no Japão. Logo no primeiro mês, atendi uma pessoa que estava travada da coluna e aquilo me abriu as portas da Sony, fabricante de câmeras fotográficas. Acabei ficando 7 meses no Japão.

E a experiência nos outros países?

Fui para a China em 2007. Na época eu atuava muito com atletas profissionais de alta performance de tênis, automobilismo, beisebol… Em 2008 haveriam as Olimpíadas de Beijing. A Universidade de Beijing tem uma escola de tratamento para esportistas com medicina chinesa. Fui fazer especializações em acupuntura, mais voltada para o lado de dores musculares, articulares, a parte fisiológica mesmo. Em 2011 eu fui para a Índia e para o Tibet, em uma cidade chamada Dharamsala, que é considerada o novo Tibet. É para onde Dalai Lama se retirou, de forma pacífica, para evitar conflito e derramamento de sangue quando a China dominou Lhasa. Fui para esse lugar, porque meu trabalho na acupuntura está menos voltado para a parte física e mais para a parte emocional e mental. Eu fui com a Sociedade Brasileira de Psicologia Transpessoal. Embora eu não seja psicólogo, pedi uma autorização ao saudoso professor Léo Matos, que me integrou ao grupo. Passei a eles os conhecimentos que eu tinha de filosofia e medicina oriental e nós fomos estudar psicologia budista e tibetana e um pouquinho de medicina tibetana. Na chegada a esse local, estive próximo ao Dalai Lama. Foi algo incrível! 

Por que escrever esse livro? Quais são os paradigmas que quebrou na quarta grande pausa que fez na vida?

Essa pergunta mexe muito comigo. Eu nunca estive internado na vida. Nunca tinha passado por essa situação, de ficar tão vulnerável. Foi um baita aprendizado. Estava indo muito bem. E quando se está indo bem, você leva aquele puxão de orelhas e  acaba sentindo que poderia fazer algo melhor. As pessoas vêm até você, percorrem de 50 a 400 km de distância para vir fazer acupuntura. Essas pessoas são atendidas. Ficam agradecidas. Elas muitas vezes falaram que eu deveria escrever o que eu dizia ou fazer vídeos no Instagram sobre isso. Só que eu tinha vergonha de falar no vídeo, de me expor. Tinha dúvida de como me sairia diante das câmeras. Quebrei esse paradigma com este livro e a série de vídeos. É um abandono de ego, mesmo. Espero que eu consiga atingir esse objetivo. Não importa se vão criticar, mas sim que eu consiga passar a mensagem para quem realmente quer ouvir.

Época de fim de ano desafia o equilíbrio das pessoas. Que dicas você daria para vivermos esse período da melhor forma?

Embora nossas vidas sejam ininterruptas, entendo que ao mesmo tempo são cíclicas. O ser humano precisa de ciclos para continuar se “equilibrando” perante os desafios naturais da vida.O dia tem 24 horas para começar um novo dia, assim como a semana tem sete dias para que algo novo comece na segunda-feira, e com o ano também acontece isso. Então, não é bobagem, realmente criar dentro de você uma nova esperança para que algo novo aconteça na sua vida. Porém, esse fechamento de ciclo nos causa muita ansiedade, trazendo uma sensação de que tudo precisa ser resolvido logo, pois o mundo vai acabar! E não vai. É importante, nos momentos de maior agitação, você ter calma, pois isto acontece com tudo na nossa vida. Se você estiver equilibrado, sem se deixar tomar pela euforia externa, você vai enxergar o que os outros não conseguem ver.No Spa mesmo, eu mudei as festas de final de ano, para festa de começo de ano, pois todos já estão descansados, têm muitos assuntos novos, os lugares já não estão tão cheios, e aproveitamos para comemorar o começo de um novo ciclo e não o final.

Quem quiser adquirir o livro e os vídeos do Projeto Equilíbrio pode entrar em contato com o Spa: 95258-0001.

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