sábado, 28 maio 2022
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Como diferenciar-se na busca por uma vaga de emprego

 

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e exigente. Não se trata de opinião; a questão é matemática: a demanda por emprego é maior do que a oferta de vagas, principalmente depois que a pandemia vitimou inúmeros estabelecimentos.

Fatalmente, se há uma vaga e vários candidatos, irá conquistar o lugar quem tiver o currículo mais completo. Nesse sentido, não há dúvida de que um curso superior faz toda diferença, mesmo que a formação não seja específica da vaga de emprego.

“Ter um curso superior no currículo mostra que você é um profissional qualificado para exercer determinada função. Além disso, o mercado tende a valorizar cada vez mais os profissionais que demonstram investir na sua qualificação profissional e se diferenciar dos concorrentes diretos. Você não quer ficar para trás, quer?”, diz informe de uma instituição mineira, o UniBH.

“Os benefícios de fazer um curso superior vão muito além do diploma. Ele abre as portas para diferentes oportunidades e aumenta as possibilidades de escolhas do profissional. Com mais opções à frente, o profissional pode escolher entre aquelas que lhe dão mais prazer e mais retorno — seja financeiro, de reconhecimento ou de ambos”, complementa.

Aumento de salário

Uma das principais vantagens reflete diretamente no bolso. Quem tem curso superior ganha mais — e isso está comprovado em pesquisas. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 2013, para cada ano de estudo o brasileiro ganha mais 15% no salário.

O estudo ainda indica que o aumento da escolaridade tem sido um dos principais motivos do aumento real da renda do brasileiro. Quem possui ensino médio completo recebe um salário 38% maior do que o trabalhador com menos de 10 anos de estudo. Quando se fala de nível superior, a diferença é maior ainda, podendo chegar a 142% a mais do que aquela com menos de 14 anos de estudo.

Se comparado a outros países, o Brasil é o que mais apresenta diferença salarial entre trabalhadores que têm curso superior e os com grau de escolaridade inferior, segundo dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Vantagem ao prestar concurso público

Se na iniciativa privada ter um curso superior já faz muita diferença, para prestar concurso público e fazer uma carreira com estabilidade no emprego, é praticamente imprescindível. São poucas as funções para cujo exercício não é exigida formação superior e, quando aceito apenas o nível médio, a diferença salarial é expressiva, além de ser ainda maior a concorrência.

Até que ponto ter fluência em outro idioma é importante?

Segundo o site Administradores.com, o candidato a uma vaga de emprego com fluência em outro idioma leva vantagem em relação a outros candidatos com curriculum parecido, que não ostentem esse diferencial.

De acordo com um estudo realizado com gestores de diversos países pela Robert Half, a maior empresa de recrutamento do mundo, 80% dos gestores afirmaram que a fluência em inglês é fundamental para os negócios. No mercado brasileiro, a importância segue a tendência mundial: 75% das empresas consideram o uso do inglês muito útil no dia a dia e 37% das companhias brasileiras indicaram que o uso do inglês vem crescendo de forma muito significativa.

A possibilidade de viagens a trabalho é um dos pontos levados em conta pelas empresas. Saber representar uma marca fora do país ou ao receber potenciais clientes do exterior, comunicando-se com clareza e sendo comunicativo são características que farão a diferença para o candidato.

Mesmo em cargos e empresas nos quais a possibilidade de viajar seja remota, a fluência pode ser útil na comunicação interna na própria empresa é fundamental. “Ter gerentes ou diretores que não falam nossa língua nativa é absolutamente normal e você pode ser o candidato que fará a diferença e se tornar indispensável e requisitado em seu trabalho, auxiliando e facilitando a comunicação. Assim como a habilidade oral, uma escrita de qualidade e capacidade de escrever e-mails ou documentos internos também são algumas habilidades que decisivas na seleção e manutenção do possível candidato”, diz o site.

Acrescenta que ser fluente em inglês ou espanhol permite ao funcionário fora do mercado de trabalho maior facilidade na realocação profissional.

O site Administradores frisa que a leitura de livros e conteúdo técnico no idioma original também ajuda o candidato a aumentar seu conhecimento técnico de sua área de estudo, assim como permite que esse seja um fator decisivo ao passar por um processo seletivo técnico, haja visto que muitos livros e publicações ainda não contam com tradução para o português.

Possuir uma certificação internacional também faz a diferença e conta em seu curriculum. O TOEIC (Test Of English for International Communication) é o certificado corporativo mais famoso do mundo e o mais exigido pelas empresas no Brasil, mas também é importante conhecer o BEC (Business English Certificate) que é aplicado por Cambridge e exigido por algumas instituições. No espanhol, o Dele (Diploma de Espanhol como Língua estrangeira) é o principal e no alemão, o Goethe-Zertifikat é o mais reconhecido no Brasil.

Devido ao crescimento do relacionamento comercial com a China, o conhecimento de mandarim passou a ser também importante no mercado de trabalho. Dependendo dos objetivos a serem alcançados, aprender outros idiomas também pode ser ponto de destaque. Francês e italiano, por exemplo, estão entre os mais procurados, depois do inglês e do espanhol.

É preciso criar hábito de estudar, diz especialista

Ana Maria Antunes

É imprescindível refletir sobre a importância da formação continuada, dos cursos de pós-graduação e idiomas para ascensão na carreira profissional, mas esse cuidado deve iniciar o quanto antes, nos anos iniciais da Educação Básica, segundo a professora e escritora Ana Maria Antunes, da Educando os Sentidos.

Ela comenta que, durante a pandemia, os estudantes sofreram um prejuízo muito grande. “Alguns tiveram de se adaptar a uma nova escola, outros passaram pelo processo de alfabetização de forma remota e estudantes com transtorno de aprendizagem não tiveram como acompanhar o ensino remoto, por falta de mediação”.diz.

Por essas razões, pode ser fundamental iniciar o ano de 2022 com a ajuda de um especialista. Ana Maria aponta que “é preciso ajudar crianças e adolescentes a entender a importância de criar hábitos de estudos, preparando-se adequadamente, estabelecendo metas, determinando horários, pois através dessa mudança obterão melhores rendimentos no seu processo de aprendizagem, que perdurará por toda sua vida profissional e educacional, influenciando no convívio social, nas relações familiares e na autoestima.

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