InícioCANAISPOLÍTICAShow de 1o. de Maio pago com recursos públicos gera polêmica

Show de 1o. de Maio pago com recursos públicos gera polêmica

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A Controladoria Geral do Município (CGM) da Prefeitura de São Paulo deve abrir uma sindicância para apurar o gasto de recursos públicos, por meio de emendas parlamentares, no ato das centrais sindicais em comemoração ao Dia do Trabalhador, no último domingo (1/5). O evento 1º de Maio Unificado ocorreu na praça Charles Müller, em frente ao estádio do Pacaembu, e contou com show da cantora Daniela Mercury, além de artistas como Dexter Oitavo Anjo, Francisco, el Hombre e DJ KL Jay, Leci Brandão e integrantes do grupo de rap Racionais MC’s.

Convidado pelas centrais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou e recebeu declarações de apoio a sua pré-candidatura à Presidência da República.

Os shows contratados pelas centrais sindicais custou um total de R$ 187 mil aos cofres públicos. Esses recursos foram liberados como resultado das emendas parlamentares dos vereadores Eduardo Suplicy (PT), Alfredo Alves Cavalcante, o Alfredinho (PT) e Sidney Cruz (Solidariedade).

“A Prefeitura não iria negar a solicitação por emenda parlamentar para fazer uma festa para os trabalhadores, ressaltando que não é permitido em qualquer atividade paga com recursos públicos o uso político-partidário”, disse o prefeito Ricardo Nunes (MDB) em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

A edição da terça-feira (3/5) do Diário Oficial da cidade de São Paulo mostra que a cantora Daniela Mercury receberá R$ 100 mil da Prefeitura pelo show no evento organizado pelas centrais sindicais.
Em nota enviada à CNN, a Prefeitura de São Paulo afirma que os cachês dos artistas que se apresentaram no evento de 1º Maio foram pagos com recursos de emendas parlamentares do vereador Sidney Cruz (Solidariedade) – apresentada em 28 de abril no montante de R$ 360 mil, dos quais foram utilizados R$ 187 mil.

O evento foi organizado por sete centrais sindicais, sendo as maiores a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Em nota conjunta, as centrais afirmaram que o uso de recursos públicos para apresentações artísticas é respaldado pela lei e que os shows teriam acontecido após o ato político com representantes de organizações sindicais e movimentos sociais:

“Encerrado o ato político, foram realizadas apresentações artísticas contratadas via emendas parlamentares. O uso das emendas parlamentares para a realização de festas populares é respaldado pela lei orçamentária do município, que permite a vereadores e vereadoras destinar o valor das emendas a atividades culturais com apresentações artísticas abertas ao público, como festas juninas, festas de aniversário de bairro, atividades esportivas amadoras, como corridas de rua, e campeonatos, Dia do Trabalhador, entre outras”.

A assessoria da Daniela Mercury, por sua vez, tem enfatizado que não recebeu recursos diretos da Prefeitura e que a artista foi contratada pela MGioria Comunicações, empresa contratada pelas centrais sindicais.

Considerando que showmícios não são permitidos, questiona-se que o ex-presidente Lula teria se beneficiado indevidamente do uso de recursos públicos, ainda que não tenha tido início o período de campanha eleitoral.

O Click Guarulhos procurou os envolvidos e aguarda retorno. O espaço fica aberto para quem deseje manifestar-se.

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