As guarulhenses Céllia Nascimento e Sueli Clementino foram escolhidas, além outras 33 mulheres, para receber o Troféu Rainha Nzinga, em Montes Claros, Minas Gerais.
O evento aconteceu no sábado, 28/5 e foi a sexta edição do Troféu Rainha Nzinga, que tem por objetivo da visibilidade e valorizar a luta das mulheres que militam no combate ao racismo em diversas frentes como, por exemplo: religião, música, dança artes plásticas, culinária, moda, política, educação e empreendedorismo.
O Troféu Rainha Nzinga surgiu dentro das atividades do Festival de Cultura e Arte Negra – Fecan, trazendo algumas nuances da cultura de matriz africana no Brasil, em especial no município de Montes Claros. Em 2022, a programação incluiu roda de conversas, palestra, lançamento de livros e confraternização. O nome é uma homenagem à rainha Nzinga Mbandi, conhecida como Jinga ou Ginga, que se notabilizou no século XVII pela resistência à dominação europeia em terras africanas e pela manutenção das tradições de sua gente.
Metas do Troféu
Fortalecer e dar visibilidade a mulher que no seu cotidiano militam em defesa da cultura de matriz africana, tão marcante em nossa sociedade. “O troféu tem por objetivo homenagear também a mulher que não tem uma atuação política, mas no fundo é uma guerreira, pois do seu jeito vem construindo um mundo mais humana sendo uma mãe presente, uma trabalhadora exemplar, uma servidora que atende bem o usuário do serviço público”, explicou o idealizador, Hilário Bispo da Fonseca, do “Neafro Tambores dos Montes”, Núcleo de Estudos das Relações Étnicos Raciais da cidade de Montes Claros (MG).
Para Céllia Nascimento, que participava do concurso Rainha Negra, nos anos 1990, em Guarulhos, foi uma honra ter sido convidada para ir a Minas receber esse reconhecimento. Cantora, atriz e agitadora cultural, filha do lendário e saudoso Mestre Mirão da Capoeira, ela milita continuamente em causas em prol da valorização da autoestima das mulheres.




