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Brasil fica mais sem graça: faleceu Juca Chaves

Faleceu em Salvador (BA), neste domingo, aos 84 anos, Jurandyr Czaczkes Chaves, o humorista e compositor Juca Chaves. Ele se destacou como um dos mais criativos artistas brasileiros, dono de um humor satírico e inteligente, principalmente durante o regime militar. Chegou a ir morar no exterior por causa da censura a algumas composições e falas que teve a ousadia de proferir.

Em agosto de 2014, Juca Chaves apresentou-se em Guarulhos, no Teatro Padre Bento, com o show “Finalmente em pé”, argumentando ter sido o primeiro a fazer o humor “stand-up”. Curiosamente, apesar do nome do show, ele ficou o tempo todo sentado nessa apresentação.

 

Autor de várias músicas com tom irônico ou de denúncia, como “Caixinha, obrigado” e “Presidente Bossa Nova” (homenagem a Juscelino Kubitschek – presidente de 1956 a 1961), além de “Take me back to Piauí“, paródia à música “Quero voltar para a Bahia“, de Paulo Diniz, Juca imortalizou também letras românticas, como “Por Quem Sonha Ana Maria” e “A Cúmplice”. Avalie a criatividade desta letra:

A cúmplice

Eu quero uma mulher que seja diferente
De todas que eu já tive, de todas tão iguais
Que seja minha amiga, amante, confidente
A cúmplice de tudo que eu fizer a mais

No corpo tenha o Sol, no coração a Lua
A pele cor de sonho, as formas de maçãs
A fina transparência, uma elegância nua
O mágico fascínio, o cheiro das manhãs

Eu quero uma mulher de coloridos modos
Que morda os lábios sempre que for me abraçar
No seu falar provoque o silenciar de todos
E seu silêncio obrigue a me fazer sonhar

Que saiba receber, que saiba ser bem-vinda
Que possa dar jeitinho em tudo o que fizer
Que ao sorrir provoque uma covinha linda
De dia, uma menina; a noite, uma mulher

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