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Órgãos de Imprensa x redes sociais ao noticiar ataques a escolas: entenda a diferença e evite “fake news”

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A ocorrência de ataques a escolas em lugares diferentes do Brasil tem levado à circulação de muitas notícias a respeito de apreensão de armas em unidades de ensino e à detenção de pessoas. Entre essas há informações verdadeiras e outras sem nenhuma procedência confiável.

Há internautas que cobram mais divulgação desse tipo de ocorrência e, por isso, é importante esclarecer as diferenças que existem entre órgãos de Imprensa – como as emissoras de televisão e de rádio, jornais e revistas impressos e portais de notícias – e meras páginas criadas em redes sociais.

 

Os órgãos de Imprensa, como este portal Click Guarulhos, têm personalidade jurídica (são empresas formais), endereço fiscal e têm jornalista responsável. Caso alguém se sinta prejudicado por determinada notícia, pode reclamar, exigir Direito de Resposta e, caso não atendido, pode ir á Justiça e pleitear punição criminal e indenização monetária, a título de dano material ou moral, conforme o caso.

Páginas de redes sociais, no entanto, podem ser criadas por quaisquer pessoas, as quais muitas vezes não têm nenhuma formação, não têm empresa aberta e sequer se sabe seus nomes para eventual tomada de alguma providência para reparar erros cometidos.

Nesta semana, surgiram informações de supostos ataques ou apreensões de armas em escolas da região central e de bairros de Guarulhos, que não foram noticiados pelo Click Guarulhos porque não foram obtidos dados seguros para efetuar a publicação. Além do mais, o Click seguirá o exemplo de grandes veículos de comunicação que optaram por não divulgar imagens nem nomes de pessoas envolvidas nesses delitos, pois muitos deles buscam notoriedade, espelham-se em outros que praticaram barbaridades, para obter alguns minutos de fama. Órgãos de Imprensa sérios não se prestam a espalhar boatos, nem a fomentar vaidades de pessoas com desequilíbrio mental.

Páginas de redes sociais têm espalhado pânico entre a população ao propagar casos que supostamente teriam ocorrido, chegando ao cúmulo de orientar que os pais não mandem seus filhos para as escolas. Em um desses casos, em Guarulhos, a desinformação foi tanta que chegaram a divulgar que determinada escola se situaria em bairro diferente daquele onde efetivamente está instalada. Ainda que na mesma região, é uma amostra de como são pouco confiáveis muitas informações que circulam nessas redes.

Como agir?

Especialistas têm opinado que deixar de mandar os filhos para a escola não é solução. Isso só irá atrasar o nível de conhecimento deles. Denúncias devem ser enviadas às autoridades, não espalhadas pelas redes sociais.

O portal do jornal O Estado de S.Paulo publicou na terça-feira, 11/4, extensa matéria com importantes informações.

Reproduzimos algumas orientações:

  • A escola precisa registrar boletim de ocorrência, acionar a PM pelo 190 e informar a diretoria de ensino sobre qualquer ameaça no “prédio escolar ou em rede social no qual seja citada a escola e/ou alunos e seus profissionais”. Qualquer ameaça, mesmo que pareça ‘brincadeira’, deve ser levada a sério e tratada com rigor.
  • Em caso de identificação do autor da ameaça, a orientação para a escola é convocar os pais/responsáveis para comparecer na escola imediatamente. Se o aluno se retratar, é preciso acompanhá-lo até a sala de aula e solicitar o comparecimento diário da família.
  • Especialistas afirmam que mensagens com ameaças devem ser denunciadas a canais oficiais e não compartilhadas pela internet e em grupos de aplicativos de mensagens. Entrar em pânico e deixar de frequentar as aulas não vai resolver o problema, alertam.
  • O governo federal criou um canal para recebimento de informações sobre ameaças e ataques contra escolas. Para fazer a denúncia, é preciso preencher um curto formulário, que não exige identificação, no endereço www.gov.br/mj/pt-br/escolasegura. Veja aqui como fazer.

Além disso, a psicanalista e doutora em Educação Ilana Katz, que integra a Rede Nacional de Pesquisas em Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, entende que são necessárias a regulação e a responsabilização das redes sociais. “A gente vai entender que a internet é um espaço público e precisa ser regulado ou a gente vai ficar lutando contra um inimigo que só cresce.”

Nesse sentido, o ministro da Justiça, Flávio Dino, fez reunião com dirigentes das empresas que mantêm plataformas de redes sociais, buscando entendimento para que contribuam na identificação e impedimento de quem espalha pânico ou discurso de ódio. Na hipótese de não se obter a colaboração das empresas, o Ministério cogita buscar amparo judicial. Afinal, liberdade de expressão é uma coisa que precisa ser defendida e preservada. Porém, praticar delitos como a incitação à violência, em nome da liberdade de expressão, não pode ser tolerado.

O Click Guarulhos continuará se pautando pela verdade, agindo com responsabilidade e sem sensacionalismo. Foi essa linha de conduta que norteou o surgimento e o crescimento que teve o Jornal Olho Vivo por décadas, história da qual muito me orgulho. Buscamos adotar no meio digital a mesma política de prestação de serviços à comunidade que notabilizou o Olho Vivo. Mais de 40 anos de exercício do Jornalismo com integridade não se pode jogar no lixo em troca de audiência.

Valdir Carleto

(foto de arquivo, meramente ilustrativa)

Posicionamento Seduc-SP

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo atua frequentemente em parceria com as redes de proteção do Estado e do Município, como CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), Conselho Tutelar, Vara da Infância e Juventude e Polícias Civil e Militar para solucionar conflitos no ambiente escolar.

A pasta ressalta que as escolas da rede estadual estão atentas aos comportamentos dos estudantes, atuando com a escuta ativa e mediação, buscando solucionar os conflitos identificados. Ressaltamos que não houve ameaça por parte dos alunos nos casos citados, mas as equipes gestoras registraram boletim de ocorrência, de forma preventiva.

Periodicamente, a equipe CONVIVA SP – Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar – promove encontros formativos junto aos COE (Coordenador de Organização Escolar) cujas pautas são voltadas à promoção da cultura da paz, à valorização da vida e à mediação de conflitos, intensificado pelo corpo colaborativo de 5 mil profissionais dedicados conforme anunciado pela Pasta.

É importante salientar que o consenso entre especialistas é que a divulgação de imagens ou informações de um atentado serve para fomentar novos casos, no que é conhecido como “efeito contágio”. Da mesma forma, percebe-se que a divulgação de ameaças (muitas das quais não passam de boatos) tem seguido o mesmo comportamento. Quanto mais se noticia, mais casos surgem. Além do efeito contágio, a divulgação dessas ameaças pode criar uma sensação de pânico generalizado em pais e professores.

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