A linha de trem 9 – Esmeralda, operada pela concessionária Via Mobilidade, em São Paulo, segue causando transtornos para os usuários na manhã desta quarta-feira (4). No dia seguinte à greve de metroviários e ferroviários contra privatizações, as linhas operadas pelo Metrô e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) funcionam normalmente.

Segundo assessoria de imprensa da Via Mobilidade, foram acionados 70 ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para atender os passageiros. Os passageiros estão sendo orientados por avisos sonoros e pelos AAS (Agentes de Atendimento e Segurança) nos trens e estações.
A concessionária destacou, em nota, que o “trabalho de manutenção envolve cinco frentes de trabalho formadas por cerca de 70 colaboradores, que priorizam a solução do problema para que a linha possa operar normalmente o quanto antes”.
Operação Normal na Linha 8-Diamante e operação parcial na Linha 9-Esmeralda
Linha 8
- Intervalo de até 6 minutos entre as estações Júlio Prestes e Barueri.
- Intervalo de 12 minutos entre as estações Barueri e Itapevi (estratégia de looping – ida e volta de trens no trecho entre as estações de maior carregamento de passageiros para a redução dos intervalos).
Linha 9
- Devido à manutenção no sistema elétrico, a circulação de trens acontece por via única entre as estações Pinheiros e Morumbi da Linha 9-Esmeralda desde as 4h.
Nossa Operação
- Para garantir mais qualidade e durabilidade, as equipes de via permanente das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda vêm realizando a troca de dormentes de madeira por de concreto que duram até 50 anos. Uma das metodologias usadas nessa atividade é a troca mecanizada que emprega o uso de maquinário próprio para a inserção dos novos dormentes abaixo do trilho.

Troca de dormentes de madeira por dormentes de concreto nas vias das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda
Serviço
Linha 8
- Elevadores em reforma/manutenção nas estações Jandira e Itapevi – Fonte: Via Mobilidade
Pane
A falha começou na tarde dessa terça-feira (3), com uma pane elétrica por volta das 14h, deixando a volta do paulistano para casa ainda mais difícil, tendo em vista que nove linhas do Metrô e da CPTM estavam em greve. Quem estava nos vagões da Linha 9, durante a falha, precisou caminhar pelos trilhos.
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Na Estação Pinheiros, zona oeste da capital, o problema na linha da Via Mobilidade continuava depois das 19h e a fila para pegar o ônibus deu a volta no quarteirão. A gerente de atendimento, Ariane de Nascimento, esperou mais de duas horas. “Não sabemos se pegou fogo nos cabos. Não temos informações”.
A diarista Veroneide Rodrigues e as amigas cansaram de esperar e fizeram a pé um trajeto de três quilômetros. “Viemos da Estação Cidade Jardim até aqui a Estação de Pinheiros a pé, via Marginal [Pinheiros], correndo risco. Ninguém consegue entrar nos ônibus [do sistema Paese].”
A falha ocorreu depois de o governador Tarcísio de Freitas criticar a greve e exaltar as privatizações. “O que está disponível para o cidadão? Linha 4, que está com a iniciativa privatizada, a Linha 5, a Linha 8, a Linha, que está com a iniciativa privada. O protesto é contra a privatização”, ironizou.
Desde que a Linha 9 passou a ser administrada pela Via Mobilidade, foram registradas, em média, três vezes mais problemas do que quando era operada pela estatal, a CPTM.
Os sindicatos dos metroviários e ferroviários devem pagar uma multa de R$ 500 mil cada por não terem cumprindo a determinação judicial para manter 100% da operação em horário de pico e 80% nos demais horários.
*Com Informações da Agência Brasil, Via Mobilidade e Governo de São Paulo (X Twitter)

