Em assembleia realizada na noite de hoje (3), os funcionários do Metrô, CPTM e Sabesp decidiram encerrar a greve que paralisou todas as operações nas linhas de transporte público operados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô).
A decisão foi tomada em uma assembleia encerrada por volta das 21h.
2.331 trabalhadores, ou quase 79%, votaram pelo encerramento da greve
587 pessoas, ou 19%, votaram pela manutenção da paralisação
1.161 servidores, ou 39%, votaram para que a greve não seja retomada na semana que vem
34 pessoas se abstiveram de votar
Contra privatizações do transporte público e do serviço de saneamento em São Paulo, trabalhadores do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) resolveram paralisar as suas atividades no dia de hoje (3), o que afetou quatro linhas operadas pelo Metrô e três linhas de trens operadas pela CPTM. Outras duas linhas de trem operadas pela CPTM funcionaram de forma parcial hoje.
Como está o trânsito agora
Mesmo após o anúncio do encerramento da greve dos transportes sobre trilhos, a população continua enfrentando uma longa e difícil jornada de volta para casa.
As linhas 7-rubi e 11-coral, da CPTM, apresentam operação parcial da Luz até Caieiras e da Luz até Guaianases, respectivamente.
Algumas transferências estão funcionando: na estação Barra Funda, entre a linha 7-rubi com as linhas 8-diamante e 11-coral, e na Estação Luz, entre a 7-rubi com a linha 4-amarela.
As transferências com a linha 3-vermelha, na Barra Funda, e com a linha 1-azul, na Luz, continuam fechadas. Ambas apresentam grande fluxo de pessoas no horário de pico.
Ônibus funcionam e rodízio está liberado
Os ônibus da capital funcionam normalmente com 100% da operação, informou a SPTrans.
Dia de caos
Apenas os ônibus municipais e duas linhas privatizadas do metrô e duas linhas de trem operadas pela Via Mobilidade funcionaram hoje. Mesmo assim, houve problemas em uma das linhas de trem da Via Mobilidade: um trecho da linha 9-Esmeralda deixou de funcionar na tarde de hoje e ainda não foi normalizada. À tarde, essa linha chegou a ficar paralisada entre as estações Morumbi e Villa-Lobos Jaguaré. Mas agora à noite, a operação é realizada em via única entre essas estações.
Para Camila Lisboa, presidente do Sindicato dos Metroviários, os trabalhadores deram uma demonstração de força contra o governo de São Paulo, que pretende privatizar as linhas da CPTM, e do Metrô e a Sabesp. “Colocamos o debate das privatizações e as terceirizações na rua. E a nossa avaliação é de que a população apoiou a nossa luta e apoiou o combate às privatizações”, disse ela, durante a assembleia. “Mostramos que tem um edital de terceirização marcado para o dia 10 de outubro. E de terceirização marcado para o dia 17 de outubro. E um leilão marcado para o dia 29 de fevereiro. Ou o governador [Tarcísio de Freitas] estava confuso ou mentiu”, disse ela.
Hoje cedo, o governador negou que o processo de privatização já esteja concluído. Segundo ele, as decisões não foram tomadas ainda e a população será consultada. “Gente, nós estamos estudando. Iniciamos estudos para verificar a viabilidade financeira, para verificar se a gente pode prestar o melhor serviço. Em todo o processo de desestatização e todo o processo de concessão existe um momento da consulta à população, faz parte do rito faz parte do rito audiência pública”, afirmou.
Sabesp
A greve dos trabalhadores da Sabesp será encerrada à meia-noite, informou o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do estado de São Paulo (Sintaema). Desde a madrugada, trabalhadores da Sabesp fizeram piquetes e, à tarde, houve um grande ato na Sabesp da Ponte Pequena. “A greve de hoje é apenas uma etapa dentro do processo de luta. Temos que dar prosseguimento e continuar unificados até que o projeto como um todo seja derrotado e o povo de São Paulo tenham seus direitos essenciais garantidos pelo Estado”, disse José Faggian, presidente do Sintaema.
Veja como foi o dia
O governador e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) decretaram ponto facultativo nesta terça, e o rodízio de veículos foi suspenso.
Ficaram totalmente paralisadas as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 15 -Prata, 10-Turquesa, 12-Safira e 13-Jade. As linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 8-Diamante, que são geridas pela iniciativa privada, funcionaram normalmente.
As linhas 7- Rubi (de Caieiras a Luz) e 11-Coral (de Guaianases a Luz), da CPTM, funcionaram parcialmente, assim como a linha 9-Esmeralda, da ViaMobilidade, que teve problema operacional às 14h e, até a última atualização desta reportagem, não havia tido a circulação normalizada.
A cidade de São Paulo registrou trânsito acima da média pela manhã por causa da greve. De acordo com a CET, o pior índice foi contabilizado às 8h, quando a cidade teve 598 km de lentidão.
*Com Informações da Agência Brasil, g1

