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Ex-funcionários do Jornal Olho Vivo participam de confraternização

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No sábado, dia 20, cerca de 50 ex-funcionários do saudoso Jornal Olho Vivo, participaram de evento de confraternização, reunindo jornalistas, fotógrafos, diagramadores, contatos publicitários, recepcionistas, pessoal da área administrativa e da distribuição.

Um pouco de história

Fundado em janeiro de 1981, por Valdir Carleto e Elisabetta Gallo, o Olho Vivo circulava inicialmente apenas no Parque Cecap e tinha edições mensais. A boa aceitação do público à linha editorial de total independência fez com que a tiragem fosse ampliada e em 1983 passou a ter edições quinzenais. Foi pioneiro na cidade no formato tabloide e com distribuição gratuita.

 

Crescendo continuamente, tempos depois começou a circular semanalmente, duas vezes por semana e três vezes por semana. Na década de 1990, Elisabetta saiu da sociedade e, no início dos anos 2000, o filho de ambos, Fábio Carleto, passou a atuar com Valdir, quando foram lançados o jornal Vitrine e a Revista Guarulhos. Depois de uma grande festa no Open Hall, em 2001, comemorando os 20 anos do jornal com show de Jair Rodrigues, foram promovidas outras celebrações que marcaram época, com shows de Agnaldo Rayol e Os Incríveis, sempre contando também com artistas locais.

Vislumbrando transformar o Olho Vivo em diário, Valdir Carleto passou a pesquisar empresários do ramo jornalístico que pudessem aliar-se a ele, com capital e experiência, pois não desejava ter como sócio quem tivesse apenas interesse financeiro. Foi quando, em 2005, conheceu Alexandre Polesi, filho de um dos fundadores do Diário do Grande ABC, Fausto Polesi, cuja família havia se retirado recentemente do tradicional periódico da região do ABC.

Polesi passou a ser sócio e, em 2007, o Olho Vivo passou a ser o Diário de Guarulhos. No final de 2008, acentuaram-se as divergências de opinião quanto ao modo de administrar a empresa, que passara a ter estrutura incompatível com o faturamento, levando Carleto a procurar recomprar a parte do sócio. Polesi descartou essa possibilidade e, em março de 2009, assumiu a empresa inteiramente. Valdir e Fábio fundaram, então, a Carleto Editorial, editando apenas a Revista Guarulhos (RG). Em setembro de 2009, lançaram a revista Weekend, que se tornou um grande sucesso, circulando com 50 edições por ano. Em 2014, infelizmente, o Diário de Guarulhos foi extinto.

Desde então, criou-se uma lacuna no jornalismo da cidade, com constantes manifestações de setores da população pelo retorno do Olho Vivo, que teve grande influência na política de Guarulhos, denunciando abusos e deslizes cometidos por autoridades. Graças à linha editorial independente, sempre contou com publicidade do pequeno comércio local, sem atrelar-se a governos para obtenção de verbas oficiais. A volta do Olho Vivo, entretanto, não era viável, tanto pelo fator econômico como pelo fato de a marca ter sido vendida junto com a empresa, em 2009, e penhorada em ações trabalhistas movidas contra o sucessor.

Em consonância com as demandas da população e com o crescimento das mídias digitais, Valdir Carleto lançou em 2015 o portal Click Guarulhos, que tem como slogan “Você de olho vivo na cidade” e mantém a linha editorial de prestação de serviços à população que consagrou o saudoso jornal impresso.

O evento

A confraternização contou com ex-funcionários que se deslocaram de longe para o encontro. O jornalista José Carlos Santana, que trabalhou nos anos 1990, veio de Santa Catarina. A diagramadora Telma Frias reside atualmente no interior da Bahia, mas por sorte estava em Guarulhos em janeiro. A jornalista Celeste Milagres, que trabalhou na empresa quando estava se formando em Comunicação, no início da década de 1980, e a funcionária da área financeira Maria Aparecida Vital vieram de Indaiatuba. A contato comercial Janice Siqueira, que trabalhou nos anos 2000, veio de Louveira. O designer Ângelo Moraes, que trabalhou no início da década de 1980, veio de Taubaté.

Entre os participantes, muitas pessoas sequer haviam se conhecido, por terem trabalhado em épocas diferentes. Foi uma oportunidade para que se conhecessem e para o reencontro de amigos, com trocas de contatos e mensagens de carinho e gratidão. Como muitos não puderam comparecer, por diversos motivos, já se cogita que novos encontros sejam promovidos, ao menos uma vez por ano.

“Em 31 de janeiro, próxima quarta-feira, o Olho Vivo completa 43 anos de fundação. Tenho muito orgulho dessa trajetória e foi uma imensa alegria reencontrar tantas pessoas queridas e receber de todas elas tanto apreço. Isto vale mais do que qualquer patrimônio que eu pudesse ter acumulado se o jornal tivesse sido, além do sucesso de público e de crítica, também um êxito financeiro. Lamento que todo o acervo do jornal, que conservei bem encadernado durante 28 anos, não esteja à disposição da população de Guarulhos. Registro aqui um apelo a quem tiver contato com Alexandre Polesi para que ele doe a coleção ao Arquivo Histórico Municipal ou à Universidade Guarulhos, para que esse capítulo tão preciso da história da cidade possa ser consultado e apreciado por quem tiver interesse em conhecer”, conclui Valdir Carleto.

Para saber mais sobre a vida e a carreira de Valdir Carleto, bem como sobre a história do Jornal Olho Vivo, adquira o livro “Era apenas uma brincadeira”, à venda na Guarupel, rua Rui Barbosa, 368, Vila Augusta, tels. 2402-0650 ou 93417-9619.

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