Em um trabalho conjunto entre as polícias, desde julho de 2023, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo já conseguiu identificar mais de 2 mil pessoas na Cracolândia. Desse total, ao menos 200 são consideradas desaparecidas.
Essa informação integra o censo da cracolândia, uma iniciativa em andamento para identificar os membros dessa concentração de dependentes químicos no centro de São Paulo. O censo é parte da estratégia da gestão do governador Tarcísio de Freitas para enfrentar um dos mais recorrentes problemas sociais e de saúde pública na capital.
Entre abril e dezembro do ano passado, o Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas, anunciado pela gestão de Tarcísio como a principal porta de entrada para o tratamento de dependência química no estado, realizou 20 mil atendimentos. Desse total, 4.766 resultaram em encaminhamentos para hospitais psiquiátricos e 2.770 para comunidades terapêuticas.
Sobre os frequentadores
Cerca de 60% dessas pessoas são do centro da cidade, 30% de outras regiões da cidade e 7,5% de outras cidades do estado. Aproximadamente 49% afirmam frequentar ou já ter frequentado a cracolândia.
A força-tarefa da Polícia Civil identificou também pelo menos 600 frequentadores da cracolândia com alguma medida cautelar em vigor. São pessoas condenadas por crimes de menor potencial ofensivo, como furto e porte de pequena quantidade de drogas, e receberam a oportunidade de cumprir a pena em liberdade ou com tornozeleiras eletrônicas. No entanto, é proibido frequentar locais onde há consumo de drogas e álcool com essa medida.
Biometria para identificação
A polícia também submeteu 985 usuários à biometria como uma medida adicional para identificar os frequentadores da cracolândia.
*Com Informações da Folhapress, UOL e R7

