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A guerra das pesquisas e a obsessão por ser “o” candidato da direita

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Pesquisa de opinião pública realizada no município de Guarulhos pelo Instituto Paraná, com o objetivo de consultar a população sobre a situação eleitoral para a Prefeitura em 2024 e avaliação da administração municipal.

A coleta de dados foi feita através de entrevistas pessoais, entre os dias 28 de março e 02 de abril de
2024. A amostra de 800 eleitores atinge um grau de confiança de 95,0%, para uma margem estimada de erro de aproximadamente 3,5 pontos percentuais para os resultados gerais.

Na pesquisa espontânea, os eleitores consultados citam o nome de sua preferência que já têm em mente.

Na pesquisa estimulada, são apresentados nomes de possíveis candidatos, em um disco, para que o eleitor não seja sugestionado a qual nome apontar. Foram previstos três cenários:

 



A pergunta sobre rejeição indica em qual nome o eleitor não votaria de jeito nenhum:


A pesquisa também sondou a taxa de aprovação ou reprovação da atual gestão municipal:

PESQUISA ASN É VANTAJOSA PARA LUCAS SANCHES



A pesquisa divulgada pela assessoria do vereador Lucas Sanches, pré-candidato do PL à Prefeitura de Guarulhos, mostra números que são mais favoráveis a ele do que outros levantamentos surgidos até então. Ainda pouco conhecido em Guarulhos, o instituto ASN é de Mogi das Cruzes, cidade de origem do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que apoia Lucas Sanches. Na pesquisa espontânea, o índice de pessoas que responderam que não sabem ou não quiseram opinar (77,87%) é maior do que o apresentado pelo Instituto Paraná (69,5%).

Na pesquisa estimulada, o ASN não incluiu os nomes de Thiago Surfista e Márcio Nakashima, embora tenham sido mencionados por eleitores na espontânea. Nesse item, Lucas Sanches aparece empatado tecnicamente com o ex-prefeito Elói Pietá e com o terceiro colocado, Jorge Wilson Xerife do Consumidor.

DISPUTA PARA SER “O CANDIDATO” DA DIREITA



Apesar de o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ter reiteradas vezes hipotecado apoio ao deputado Jorge Wilson, e de o ex-presidente Jair Bolsonaro ter afirmado que apoiará quem for indicado por Tarcísio, Lucas Sanches esforça-se para buscar mostrar ao eleitorado que seria o mais identificado com o perfil político de Bolsonaro. Além de expor o apoio que recebeu do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ostenta apoios que tem recebido de blogueiros bolsonaristas, inclusive do exterior. Entre os influencers ostentados por Lucas está também Fernando Lisboa, que tempos atrás divulgou vídeo afirmando que os acenos de Sanches ao eleitorado de Bolsonaro não o convenciam. Agora, mudou radicalmente de opinião a respeito do jovem postulante. Nos textos da assessoria de imprensa do vereador, sempre procuram colocá-lo como o contraponto aos pré-candidatos de esquerda, Elói Pietá e Alencar Santana e a outros nomes alternativos. Fazem o possível para passar a impressão de que não existe o pré-candidato do prefeito Guti, Jorge Wilson. Da mesma forma, o Xerife e seus apoiadores procuram demonstrar que Lucas não seria um nome significativo.

Como a política é dinâmica, ninguém pode garantir, por enquanto, que os dois grupos que se digladiam no campo da direita venham a unir-se. No campo da esquerda, essa união parece cada vez menos provável. Que ninguém espere de Guti ou de alguém de seu time que haja temor de um suposto segundo turno entre Pietá e Alencar, deixando de fora um representante conservador. Mas também ninguém espere de Pietá e Alencar ou dos que os cercam que admitam a possibilidade de um segundo turno entre Jorge Wilson e Lucas Sanches. São hipóteses muito pouco prováveis, mas não impossíveis. A tendência é haver polarização com um candidato de cada espectro no segundo turno.

Não se pode afirmar, entretanto, que um nome menos polêmico, como o do deputado Márcio Nakashima, pré-candidato do PDT, ou o do vereador Thiago Surfista, do Partido Novo, ou, ainda, do ex-vereador Waldomiro Ramos (que cogita ser candidato pelo PSB) possa surpreender e, faturando migalhas que sobrem da disputa entre os quatro mais iluminados pelos holofotes, chegar ao segundo turno. Quando o eleitor não quer A, nem B, nem C, nem D, outros podem se dar bem. Aconteceu isso com Guti quando foi candidato a prefeito pela primeira vez, em 2016. E já havia acontecido com Néfi Tales em 1996. Na pesquisa estimulada do Instituto Paraná, Nakashima aparece com no mínimo 8% nos três cenários e é um dos que têm menor índice de rejeição, item no qual Alencar e Pietá são os mais citados. Tanto um quanto outro tem maior percentual de rejeição do que de preferência. Reside aí a esperança da direita de continuar governando Guarulhos.

Valdir Carleto

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