PUBLICIDADE
InícioCIDADANIAPáscoa Judaica começou a ser celebrada nesta segunda-feira

Páscoa Judaica começou a ser celebrada nesta segunda-feira

Publicado em
PUBLICIDADE

O Pêssach, a Páscoa Judaica, celebra a mais notável série de milagres ocorridos na história, é um tempo para os seres humanos se elevarem acima da natureza e perceberem todos os milagres de outrora e de hoje orquestrados por Deus na vida de todos.

Pessach é termo hebraico do qual deriva a palavra Páscoa. É um memorial instituído pelo próprio Deus, segundo as escrituras, para que seja sempre lembrado de sua escravidão no Egito e como Ele libertou seu povo com mão forte.

 

A história descrita no livro de Êxodo relata a última das dez pragas de Deus para os egípcios: a passagem do anjo da morte, que ceifaria a vida de todos os primogênitos do Egito. Segundo o que está escrito, somente seria salvo quem tivesse nos umbrais das portas o sangue de um cordeiro morto.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é 20180322-2016_11_24_05_43_18.jpg

Como ordenado, os hebreus também ficaram dentro de suas casas e comeram um cordeiro assado com ervas amargas e pães ázimos, sem fermento – não tinham tempo para deixar a massa levedar, pois a qualquer momento poderiam partir daquela terra. Esse tipo de pão é feito até hoje no período e chama-se “matzá”.

Durante os oito dias em que se é comemorado o “Pessach”, é proibido ingerir alimentos e bebidas feitos com fermento, que representa o orgulho – sentimento negativo e do qual as pessoas precisam se livrar nos dias que antecedem a festa.

Segundo a Confederação Israelita do Brasil, a celebração é marcada por dois jantares em dias seguidos, nos quais é lida na “Hagadá” (narração) a história da Páscoa Judaica, estimulando a participação das crianças da família. Os judeus têm por mandamento narrar às futuras gerações a libertação do Egito. Alimentos simbólicos são colocados em um prato especial (“keará”) em frente ao lugar do chefe da família. Ao lado deste, coloca-se uma vasilha com água salgada para lembrar as lágrimas derramadas durante o período de escravidão. Nessa água, devem ser molhadas todas as verduras antes de serem levadas à boca. É importante também que as casas estejam limpas e arrumadas e que, se possível, todos os talheres usados sejam exclusivos para essa celebração.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é 20180322-claudio-galvao-close-2-200x300.jpg

O médico guarulhense Cláudio Galvão Bueno afirma seguir fielmente os preceitos judaicos. Para ele, o Pessach enaltece a importância da liberdade para todos os povos e é algo que permanece atual. “A festa é um simbolismo que remete a quando Moisés liderou a rebelião do povo hebreu com a fuga do Egito pelo deserto do Sinai em direção a Canaã, a terra prometida (hoje Israel). Festeja-se a disposição de sermos livres, sem ocultar nem negar nossos medos, inseguranças e carências, afirmando a vontade de amar e aprender e os valores da liberdade e da justiça”, comenta. Diz que, além do pão ázimo (matzá), fazem parte da refeição ovos na água salgada e raízes amargas, para relembrar o que os antepassados sofreram para conquistar a libertação.

“Mais do que sempre, num presente que se apresenta tão difícil, aqui e em todo canto do mundo, um testemunho que é um compromisso ético. Dar testemunho para distinguir entre a luz e as trevas, entre o justo e o injusto. É relembrar os tempos que passaram para que deles se extraia o presente, que é a sua lição: Que não façamos ao outro – seja um indivíduo, povo ou Nação – o que não desejamos para nós mesmos”, conclui, em mensagem enviada aos amigos.

Texto original de Jônatas Ferreira (2018), complementado por Valdir Carleto

Compartilhe

Veja também

PUBLICIDADE
Redes Sociais
28,870FãsCurtir
3,337SeguidoresSeguir
1,683SeguidoresSeguir
358InscritosInscrever
PUBLICIDADE

Últimas publicações

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE