Um homem que matou a própria mãe no Jardim Presidente Dutra em abril 2021 foi condenado a 21 anos de prisão.
Após fazer uso de álcool e drogas por três dias consecutivos, o acusado se dirigiu até a residência da família e, depois de agredir a vítima, estrangulou-a usando um fio elétrico. Apesar de ter tentado fugir do local, o homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar nas imediações, permanecendo preso desde então. Na denúncia, a promotora de Justiça Vania Caceres Stefanoni acusou o autor de cometer homicídio duplamente qualificado (meio cruel e feminicídio).
A defesa do acusado alegou insanidade mental do cliente. Em sua defesa, o réu alegou estar envolvido com feitiçaria e que no dia do crime estaria possesso e inconsciente.
O júri popular ocorreu após perito oficial constatar a dependência química, mas também a perfeita sanidade do ré. No plenário, o promotor de Justiça Rodrigo Merli explicou aos jurados não só as diferenças entre dependência e inimputabilidade, como também salientou que aquele que se embriaga e se droga voluntariamente responde normalmente por seus atos, visto que assume o risco de produzi-los. Já quanto à alegada possessão, valendo-se de estudos de especialistas, Merli apontou a ausência de várias de suas características, não podendo então ser o réu absolvido. O Ministério Público de São Paulo anunciou que vai recorrer para aumentar a pena do acusado, assim como pedir também a fixação de indenização mínima para os parentes da vítima.

