PUBLICIDADE
InícioCIDADEPrefeito faz balanço positivo das obras do rio Baquirivu

Prefeito faz balanço positivo das obras do rio Baquirivu

Publicado em
PUBLICIDADE

Informe divulgado pela Prefeitura de Guarulhos apregoa que estão em ritmo acelerado as obras do Programa de Macrodrenagem de Controle de Cheias do Rio Baquirivu-Guaçu, denominado Viva Baquirivu. “A supressão vegetal e a limpeza da margem esquerda do rio localizado no lote 1, entre os bairros Taboão e Vila das Malvinas, está concluída. Na margem direita, 27% desse serviço foi realizado. No lote 2, onde estão os bairros Cidade Seródio, Jardim Novo Portugal e Lavras, 48% do trabalho foi feito na margem esquerda e 52% na margem direita. No lote 3, no Bonsucesso e na Vila Sadokim, 58% e 88% foram realizados na margem esquerda e direita, respectivamente”, cita.

A Administração Municipal relata que a evolução da obra de drenagem Viva Baquirivu foi comprovada por integrantes do Corporação Andina de Fomento (CAF), que fizeram visita técnica de três dias, encerrada na sexta-feira (24), após reunião com o prefeito Guti no auditório do Paço Municipal. “A parceria da Prefeitura com a CAF é muito importante. Juntos estamos agindo para que Guarulhos não sofra aquilo que nossos irmãos do Rio Grande do Sul estão sofrendo. Somos a cidade que mais investiu em combate às enchentes em 2024, doze vezes mais que a segunda colocada, e o programa Viva Baquirivu é parte fundamental desse investimento”, disse Guti.

 

Além da canalização do rio Baquirivu, o programa inclui a construção de reservatórios, a implantação do loteamento Ponte Alta II, do maior parque linear da cidade, de uma nova ciclovia conectada com a estação de trem Guarulhos-Cecap e diversas melhorias viárias. “Comprovamos que os trabalhos estão em ritmo acelerado e houve um avanço interessante (nas obras). Alguns obstáculos foram superados e outros projetos que fazem parte do Viva Baquirivu podem começar”, afirmou o executivo principal e gerente de Desenvolvimento Urbano, Água e Economias Criativas da CAF, Júlio Carrasco.  

A Prefeitura afirma que, mesmo antes de sua conclusão, as obras no rio Baquirivu já beneficiam os guarulhenses, porque neste ano não aconteceram ocorrências graves motivadas por enchentes. “Nossa população está sofrendo menos com as cheias do rio. Neste ano cidades vizinhas e a zona norte da capital já foram afetadas por chuvas, mas isso não aconteceu em Guarulhos”, destacou o secretário de Governo, Edmilson Americano.

Fotos: Fabio Nunes Teixeira e Nicollas Ornelas/PMG

Além do prefeito Guti, participaram da reunião o secretário de Obras, Francisco Carone, a gerente de Ação Climática e Biodiversidade da CAF, Cecilia Guerra, e o gerente de Infraestrutura Física e Transformação Digital da CAF, Felipe Mesa.

PREOCUPAÇÕES

No final dos anos 1990, o governo estadual liberou recursos para a retificação do rio Baquirivu pela Prefeitura de Arujá. O então prefeito em exercício de Guarulhos, Jovino Cândido, reclamou do apoio à obra, apontando que a retificação faria com que as águas do rio chegassem mais rapidamente e com maior força ao Jardim Álamo, bairro de Guarulhos situado no limite com Arujá, bem como nos demais bairros da região, desde Bonsucesso até o Taboão.

A previsão de Jovino veio a se confirmar. Dali em diante, inúmeras vezes as vilas ao longo do Baquirivu sofreram enchentes e o tráfego na avenida Jamil João Zarif teve de ser interrompido, devido à invasão pelas águas.

O temor atual é que a ampliação da vazão do Baquirivu, desde o trecho da Vila Sadokim até as imediações do Parque Cecap, faça com que suas águas cheguem com muito volume ao rio Tietê, na região próxima ao bairro da Ponte Grande, em Guarulhos, e da Penha, em São Paulo, provocando graves enchentes na Marginal, se não houver a construção de grandes áreas de acomodação durante o trajeto.

Por exemplo, a cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, pôs em prática a experiência de criar o Parque Linear Via Verde (foto), com a função de suportar o aumento momentâneo do fluxo da água, permitindo que a população volte a utilizá-lo depois das fortes chuvas. Segundo o site O Antagonista, todos os equipamentos do parque, sendo de metal, plástico ou concreto, são projetados para resistir às inundações.

Desde 2022, Jaraguá do Sul tem suportado chuvas torrenciais e os resultados têm sido satisfatórios, com ocorrências bem menos graves do que antes.

O Click Guarulhos está enviando à Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Guarulhos questionamento para saber se o parque linear anunciado terá também a função de zona de amortecimento das águas do Baquirivu. Ou se está incluído no projeto a construção de áreas com essa finalidade, evitando que a solução de um problema em alguns locais venha a provocar danos em outras áreas.

fotos: Fabio Nunes Teixeira e Nicollas Ornelas/PMG e reprodução de O Antagonista

Compartilhe

Veja também

PUBLICIDADE

Redes Sociais
28,870FãsCurtir
3,337SeguidoresSeguir
1,683SeguidoresSeguir
358InscritosInscrever
PUBLICIDADE

Últimas publicações

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE