Em três Sessões Extraordinárias realizadas na tarde da quinta-feira (08/05), os vereadores da Câmara de Guarulhos deliberaram e votaram em dois turnos Projeto de Lei que trata do reajuste dos servidores da Prefeitura.
O Projeto de Lei 178/2025, do Executivo, que dispõe sobre a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos municipais, nos termos do inciso 10 do artigo 37 da Constituição Federal de 1988, foi aprovado pelos vereadores. Foram, no total, 24 votos favoráveis e nove votos contrários. Votaram contra os vereadores: Biriba, Delegado Mesquita, Edmilson Souza, Fernanda Curti, Janete Pietá, Marcelo Seminaldo, Maurício Guti, Professor Rômulo e Rafa Marques.
Mauricio Guti apresentou emenda propondo reposição da inflação, com índice de 5,48%. Janete Pietá arriscou emenda com 8%, mas ambas não prosperaram.

Segundo o texto do Executivo, “ficam reajustados em 2 por cento, retroativos a 1º de maio de 2025, sobre os valores praticados em abril de 2025, os salários, subsídios, vencimentos e retribuições pecuniárias dos cargos, funções e empregos da Administração Pública Direta do Município e do Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos Municipais de Guarulhos”.
A íntegra destas e das demais Sessões pode ser acompanhada pelos canais da TV Câmara Guarulhos no Facebook e no YouTube.

Embates
Vários vereadores posicionaram-se na tribuna contra o índice de 2%. Houve vereadores, como Leandro Dourado (PMB) e Kleber Ribeiro (PL), que votaram a favor e criticaram o baixo percentual, porém culpando a gestão federal e a esquerda de forma geral, acentuando que, quando prefeito, Elói Pietá concedeu apenas 1% de reajuste. Nas redes sociais, o vereador Edmilson Souza (Psol) exibiu vídeo do prefeito Lucas Sanches (PL), quando candidato, criticando Pietá pelo reajuste de 1% e defendendo apoio ao funcionalismo.
Vaiado pela plateia, Kleber Ribeiro foi até a barreira de vidro que separa o plenário das galerias para argumentar com os manifestantes. O clima esquentou quando ele gritou “Vão trabalhar!” e alguns forçaram a entrada no plenário. Kleber foi contido pelos vereadores Gustavo Mesquita e Lauri e afastado da barreira de vidro. O delegado buscou amenizar os ânimos, apontando razões a ambos os lados das questões.
Muitas críticas aos vereadores que votaram a favor dos 2% referem-se ao fato de, na legislatura anterior, ter sido aprovado, em causa própria, aumento de 43% nos subsídios dos vereadores, válido para a atual composição da Câmara.

