Chega-nos queixa de pais de alunos de baixa renda do Instituto Federal, na vila Rio, porque a Prefeitura teria deixado de fornecer alimentação a esses alunos, considerados em situação de vulnerabilidade.
Segundo a reclamação, “o Instituto sempre procurou ser parceiro do município. Durante todo o mês de agosto, por exemplo, o campus foi usado pela GCM no curso de formação. Foram utilizadas por cerca de 150 servidores municipais nada menos de 5 salas de aula, uma sala administrativa, auditório e refeitório. A UBS utiliza para atendimentos de nutricionista, psicólogo e planejamento familiar”. O IFSP também serve como suporte à escola municipal Selma Colalilo, segundo os queixosos.
“Foi uma decisão unilateral e sem aviso prévio. O que impede o IFSP, como uma instituição pública, de tomar atitudes a curto prazo para substituir a alimentação que era fornecida pela Prefeitura“, diz mensagem de um pai.
Mensagens no mesmo sentido circulam em redes sociais.
No dia 2, terça-feira, enviamos mensagem à Assessoria de Imprensa da Prefeitura, solicitando informar quais os motivos que levaram a Prefeitura a suspender o fornecimento da alimentação. Indagamos se haveria condições de mantê-la, considerando que as instalações do local também são úteis à Prefeitura e, caso negativo, se a Administração cogita desfazer a parceria e não mais utilizar estrutura do IFSP.
SEM RESPOSTA
Enfatizamos a necessidade de que respondessem até a manhã da quarta-feira, aguardamos até o fim da semana, e não houve resposta, assim como tem acontecido com boa parte das demandas que enviamos à Subsecretaria de Comunicação.
Em reunião com a subsecretária Leniza Krauss, há algumas semanas, ela justificou dificuldade de responder por carência de pessoal e não por qualquer divergência com a linha editorial do portal. Na oportunidade, sugeri a ela que o trabalho da equipe seja focado também nas respostas aos veículos de comunicação, em vez de serem enviados tantos releases sobre serviços corriqueiros que não considero serem objeto de notícia, como a simples limpeza de bueiros ou corte de mato em uma praça.
Nos bastidores, apuramos que, além da elaboração de releases absolutamente desnecessários, parte preponderante do trabalho da Subsecretaria é direcionada a assessorar o prefeito Lucas Sanches na produção de vídeos que ele veicula em redes sociais.
LINHA EDITORIAL
Reafirmo que a linha editorial do Click Guarulhos é de porta-voz da população, sejam quais forem os governantes ou os partidos a que pertençam. Esta sempre foi a postura que empreendi ao longo dos 28 anos em que estive à frente do lendário Jornal Olho Vivo e que é como vejo a essência do trabalho da Comunicação Social. Se não tiver utilidade pública, não tem utilidade.
Estou há 45 anos exercendo Jornalismo em Guarulhos e nenhuma outra gestão nos tratou com tal descaso. E, ao que se sabe, outros veículos que mantêm linha editorial independente também não têm recebido a devida atenção.
Ao não dar andamento a serviços apontados pelo Click Guarulhos – e outros órgãos de Imprensa- como necessários ou ao executá-los parcialmente, como ocorreu recentemente no caso do lixo acumulado próximo ao Terminal Taboão, onde uma montanha de resíduos permanece no curso d’água; ou no caso da avenida Lino Antonio Nogueira, onde continua precário o escoamento de água proveniente de obra da Sabesp, não é com o portal que a gestão municipal fica em falta, mas perante a população, aos contribuintes, que são, em última análise, os patrões dos que ocupam cargos eletivos e suas respectivas equipes.
Valdir Carleto

