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Como nos tornamos profissionais?

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Por José Paulo Ferrari 

Muitos seguem a tradição da família, influenciados que são. Outros, na busca de maior sucesso material, se empreendem por caminhos inspirados pelo comércio ou tendência de época e, ainda, alguns poucos, por simples ideal ou pura vocação. Muitos, ainda, são forçados a assumir ocupações sem poder exercer uma escolha efetiva, uma vez que acabam por não possuir opções, tendo que assumir trabalhos que estão ao alcance e vão garantir sua subsistência e de seus familiares. Mas, dizem alguns, de forma geral, às vezes a profissão nos escolhe e, em outras, nós escolhemos a profissão.

Passar uma vida fazendo o que não se gosta pode, simplesmente, se tornar um martírio, uma fonte inesgotável das mais variadas doenças ou, quando não, se descobrir próximo ao final da existência com uma profunda frustração. Essa é uma descoberta dolorosa e, às vezes, irreparável.

Designar ou rotular sucesso é muito relativo, já que todos nós, de uma forma ou outra, em verdade, estamos sempre em busca da felicidade. E, ainda, é preciso considerar que o ego pode, por vezes, investir toda a sua força em algo ou direção incitado por puro orgulho, vaidade e ambição, sem dizer que nas personalidades menos estruturadas as ilusões trazem, no geral, intensas decepções.

E, naturalmente, é preciso ter em conta que o trabalho, que ocupa ou consome grande parte de nossas vidas, deve se constituir principalmente de um fator, também, de felicidade, que pode ou não estar vinculada ao aparente sucesso material ou status social.

Mas, de forma geral, sempre é bom ter em conta que nossa profissão deve nos proporcionar, acima de tudo, intenso sentimento de realização que, naturalmente, está ligado ao campo do prazer!

Há um conceito, defendido pela compreensão do que é excelência em termos profissionais, que estabelece as categorias, níveis, ou condições daqueles que realizam suas atividades, como: medíocres, incompetentes e competentes. Além disso, no topo da classificação: o excelente.

Assim, atingir esse mais elevado grau de realização profissional, atitude, postura e integração através das atividades físicas, mentais e até mesmo espirituais, é a forma ou a fonte ideal para o encontro da plenitude nas realizações. Portanto a sábia frase: “Tudo o que vale a pena ser feito merece e exige ser bem feito”, creditada a Philip Chesterfield, revela, de certa forma, que só fazemos bem feito aquilo que gostamos, que nos causa profundo prazer e nos traz a sensação de realização.

As profissões mais ligadas aos relacionamentos ou envolvimentos humanos mais diretos, como é o caso das atividades na área da Saúde e Educação, – que requerem do profissional a percepção do outro, pelo simples fato de serem empreendimentos que exigem o acolhimento, a capacidade de ouvir, perceber e sentir aquele a quem se oferece o atendimento, – promovem, no geral, o sucesso somente para aqueles que possuem a real vocação para tais profissões, já que, independente de técnicas, demandam uma sútil percepção e disponibilidade de alma para exercê-las.

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