Desapropriação milionária paga a esposa de Eli Corrêa é investigada

No bojo das investigações sobre superfaturamento em desapropriações para a construção do Rodoanel Norte, o Ministério Público de São Paulo analisa o elevado valor pago à empresária guarulhense Francislene Assis de Almeida Corrêa, esposa do deputado federal Eli Corrêa Filho, pré-candidato do DEM à Prefeitura de Guarulhos.
A desapropriação da área da empresa Empreendimentos Quadra de Ás, que tem ela e o irmão Francisco Assis de Almeida Júnior como sócios, foi feita pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado), por R$ 30 milhões

Um depósito de R$ 19,4 milhões na conta dela foi confirmado pelo escritório do advogado Benedito Trama, para quem nada há de irregular no pagamento, decidido pela 1a. Vara da Fazenda Pública de Guarulhos. Quando o proprietário não aceita o valor oferecido pelo órgão público para o imóvel, recorre à Justiça e o valor é definido por avaliação de peritos judiciais.
Na sequência do depósito, foram feitos 14 saques em dinheiro de R$ 100 mil reais cada; um desses valores foi pago a uma imobiliária. O COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) analisa a movimentação financeira da empresária.
Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, assinada por André Guilherme Vieira, o deputado, que tem foro privilegiado, não é investigado. Por meio do advogado Luciano Engholm Cardoso, Francislene coloca-se à disposição para prestar todas as informações necessárias, porque a transação nada teria de irregular.
A Dersa Desenvolvimento Rodoviário de São Paulo informa que tomou a iniciativa de propor a apuração ao Ministério Público, por considerar exageradas as avaliações feitas por três peritos judiciais de Guarulhos, nesse e em outros casos. No total, a Procuradoria Geral do Estado considera que pode ter havido superfaturamento de R$ 1,3 bilhão nas desapropriações para o Rodoanel Norte.

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