Servidores rejeitam nova proposta da Prefeitura e mantêm greve em Guarulhos

Servidores rejeitaram a proposta da Prefeitura em assembleia na Praça Getúlio Vargas - Foto: Alexandre de Paulo

Neste segundo dia de greve em Guarulhos, a maioria dos mais de mil servidores públicos municipais (na contagem do Stap, sindicato da categoria), decidiu em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira, 24, na Praça Getúlio Vargas, pela manutenção da greve. Segundo o presidente do Stap, Pedro Zanotti Filho, a categoria rejeitou a nova proposta da Prefeitura, que ofereceu 2% de reajuste escalonado, com 1% de imediato e outro 1% em agosto, além do vale refeição/alimentação e cesta básica, reajustados pelo índice de inflação do Dieese. Os três dias de greve também seriam abonados.

Segundo o advogado do Stap, Marcelo de Mendes Campos Pereira, há duas audiências de conciliação agendadas, uma no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), dia 27, às 13h30. E outra no Tribunal de Justiça (TJ), dia 30.

Prefeitura afirma que greve segue sem afetar os principais serviços

A Prefeitura de Guarulhos informa em Nota que após a decretação da greve na quarta-feira, 22, manteve os serviços prestados à população nas diversas unidades da administração. Em escolas, onde a ausência de cozinheiras impediu o preparo de refeições, os alunos receberam a merenda seca. Em três unidades de saúde, ocorreu acréscimo no tempo de espera dos pacientes devido à diminuição no número de funcionários. Em outras quatro, houve problemas na distribuição de medicamentos à população. 

Nesta sexta-feira, 24, a Prefeitura, dentro dos limites de responsabilidade fiscal e diante da crise econômica que afeta as finanças do município, fez uma nova proposta à categoria, que já havia rejeitado outras três anteriormente. Desta vez, propôs reajuste de 2% a todo o funcionalismo, divididos em 1% em maio e outro 1% em agosto. O Vale Refeição/Alimentação e a cesta básica (para funcionários que recebem até R$ 3.400,00 por mês) seriam reajustados pelo índice do Dieese (4,7%). A Administração também abonaria os dias parados.

No entanto, em assembleia realizada nesta sexta-feira, 24, com um número reduzido de servidores em relação ao total de funcionários públicos, eles rejeitaram a proposta. Dessa forma, os dias parados serão descontados de quem não registrou o ponto.