The flash
Como divulgado na semana passada, a eleição no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais foi realizada num piscar de olhos. Inicialmente previsto para ocorrer em novembro, o pleito foi antecipado, sabe-se lá porque, para os últimos dias 25 e 26 de fevereiro. Após o encerramento da apuração, a chapa única “Sempre com o Servidor” foi declarada eleita para um novo mandato. Votaram 1.823 associados, sendo que a chapa obteve 1.552 votos, brancos somaram 138 e nulos 133. Portanto o atual presidente, Pedro Zanotti Filho, fica no comando do STAP até 2021.
Números
O orçamento da Secretaria de Saúde foi apresentado na última 6ª feira durante audiência pública ocorrida na Câmara. De acordo com o informado, a estimativa inicial em 2015 era de R$ 564 milhões, mas precisou ser suplementada em R$ 20 milhões para cobrir as despesas da pasta. Ao todo, a Saúde recebe 27% dos recursos municipais. A meta de investimento estabelecida pela legislação é de 15%, portanto o município supera em 12% essa exigência.
Sem estrutura
Apesar dos números apresentados, os serviços de saúde apresentaram déficits: -10% nas produções ambulatoriais, -28% nas cirurgias, -7% nas consultas, -7% no atendimento de urgência e emergência e -14% no Samu. O secretário de Saúde, Carlos Derman, justificou as reduções: “O que diminuiu foi a inserção do registro no sistema, não o atendimento”. Segundo ele, os problemas são decorrentes da transição para o sistema e-SUS, estratégia de informatização do Ministério da Saúde, pois todas as unidades aguardam a instalação da fibra ótica para a atualização dos dados.
Triste realidade
Derman lamentou a destinação de apenas 1% do orçamento para investimentos. Hoje estão em andamento a passos de tartaruga as obras das Unidades Básicas de Saúde Cidade Seródio, Primavera, Cecap, Tranquilidade, Ponte Grande, Belvedere, Palmira, Haroldo Veloso, Dinamarca e Santo Afonso e das Unidades de Pronto Atendimento Paulista e Cumbica. Sobre a falta de médicos, o secretário disse que dezenas de profissionais pediram demissão depois da instalação do ponto eletrônico, exigência do MP, após denúncias de que os médicos não cumpriam a carga horária de trabalho. Se a situação já era crítica, imaginem agora!
Abandono
O guarulhense que precisa utilizar um telefone público na cidade tem de rodar quilômetros para encontrar um que funcione. Não importa se estiver num bairro periférico ou na região central. O cidadão anda, anda e 99% dos que acha estão quebrados e sem funcionamento. Está na hora de alguma autoridade colocar a Vivo na parede e exigir a manutenção dos orelhões, já que a empresa está se fingindo de morta.



