Esta quarta-feira não é ponto facultativo na Prefeitura; 65% da frota de ônibus devem circular

 

Na tarde da terça-feira, o prefeito Guti, junto com os secretários de Justiça, Airton Trevisan; de Saúde, Sérgio Iglesias; e de Governo, Paulo Carvalho; além do líder do governo na Câmara, vereador Eduardo Carneiro (PSB), concedeu entrevista coletiva, na qual fez um balanço positivo das medidas tomadas durante as manifestações de caminhoneiros.

Ele fez um relato, dia a dia, dos acontecimentos e disse que, após a decisão de decretar o estado de emergência, no fim da tarde da sexta-feira, 25, manteve-se reunido até mais de meia-noite com o Grupo de Trabalho instituído para gerenciar a crise do momento. E que já na madrugada foi com alguns secretários à entrada da Petrobras, em Cumbica, negociar com os caminhoneiros grevistas para liberar a saída de combustível para ambulâncias, carros funerários e viaturas da GCM e Gtran. O abastecimento é suficiente para operar até a terça-feira, dia 5. Elogiou a boa acolhida que obteve junto aos grevistas; um deles até cedeu caminhão para transporte de óleo diesel e gasolina, pois a categoria não permitia que fosse um veículo com bandeira de empresa de combustível.

Informou que não decretaria ponto facultativo nesta quarta-feira, embora mantivesse suspensas as aulas, devido à dificuldade de muitos professores e alunos chegarem às escolas.

Quanto ao transporte coletivo, disse que está prevista a circulação de 65% a 70% da frota no dia de hoje. Já sobre a probabilidade de greve dos condutores, cuja assembleia será às 17h desta quarta-feira, afirmou que está negociando com os dois lados para tentar evitar que o transporte coletivo seja paralisado, “porque a população já sofreu bastante nos últimos dias, com diversas dificuldades e não é justo que passe por mais esse problema”.

Respondendo indagações dos jornalistas, o secretário da Saúde afirmou que, apesar das dificuldades de locomoção da população, foi baixo o índice de “absenteísmo”, ou seja, de faltas a consultas marcadas, também da parte dos servidores. Quanto aos insumos, disse que houve necessidade de utilizar veículos da Secretaria de Educação para buscar medicamentos e materiais. Guti emendou, dizendo que essa cessão de viaturas foi possível porque as aulas estão suspensas pelo decreto de estado de emergência.

Em relação a esse decreto, o prefeito disse que continua em vigor, para permitir, por exemplo, que as viaturas oficiais tenham prioridade de abastecimento em alguns postos da cidade. Enfatizou que apenas os serviços essenciais estão se valendo dessa prerrogativa.