Sair-se bem no Enem 2019 requer foco, estudo e bastante leitura

No final de 2018, o Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças no formato do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As alterações estão previstas para o ano de 2021, data-limite de implementação da BNCC – Base Nacional Comum Curricular nas escolas.


Mesmo com um prazo para essas modificações, tem-se especulado muito sobre a próxima edição da prova, principalmente devido às novas regras de inscrições do edital e às instabilidades relacionadas à impressão das provas.


Para o diretor do Sistema de Ensino pH, Cláudio Falcão, os recentes anúncios não devem alterar em nada na preparação dos candidatos. “Existem incógnitas quanto ao exame deste ano.

Por isso, não tem caminho melhor do que o que sempre foi percorrido. O estudante deve revisar conteúdos, fazer exercícios e simulados e produzir diagnósticos.

Ele não precisa de outra estratégia, até porque não temos a dimensão exata de qual será o norte que essa prova irá tomar”, sugere.


Com a BNCC em pauta, o diretor explica que as habilidades contempladas pelo Enem já estão vinculadas de alguma maneira com o que se espera na Base.

Para ele, mesmo que elas tenham nomenclaturas ou códigos diferentes, já trabalham de maneira similar, mas isso não deve ser uma preocupação do candidato.


“O aluno deve manter o foco, as mesmas estratégias e lidar com a realidade que ele tem. É uma tendência que o Enem, cada vez mais, se universalize como forma de acesso para as universidades federais brasileiras, mas o estudante não deve ficar angustiado com possibilidades futuras. Ele precisa se preocupar em trabalhar com as perspectivas concretas e estudar”, conclui.


De acordo com Mariana Bruno Chaves, formada em letras pela Universidade de São Paulo e responsável pelo desenvolvimento do material didático da língua pátria do Kumon, nesta reta final de preparação, além de focar nas matérias já listadas, é importante que o candidato se mantenha atualizado.

“Ficar por dentro dos principais acontecimentos do ano é primordial para ter embasamento para aplicar na redação, por exemplo. A leitura de revistas e jornais é de suma importância”, diz.


Os dias intensos de provas exigem do candidato muito além das competências com questões sobre química, física, biologia, história, geografia, filosofia, sociologia, língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física, tecnologias da informação e comunicação, matemática e da elaboração de uma redação.

O preparo físico e mental para lidar com o cansaço e controle da ansiedade é diferencial.


A administração do tempo para realização da prova deve ser trabalhada durante todo o preparo para o vestibular. Definir hábitos, horários e sequências de atividades contribui muito para a capacidade de concentração.

Em uma rotina pesada de estudos, ler livros e ver filmes pode ser uma “válvula de escape”, um respiro em meio a exercícios da área de exatas, por exemplo.

“É necessário notar as aptidões e predisposições do adolescente para poder guiá-lo em suas escolhas”, completa Mariana.