Procura indevida por hidroxicloroquina faz Anvisa incluí-la na lista de controlados

 

A notícia de que testes com hidroxicloroquina tiveram resultados positivos no tratamento de pacientes com Covid-19 nos Estados Unidos e em outros países tem levado indevidamente muitas pessoas a adquirir o medicamento em farmácias brasileiras, acreditando que podem prevenir-se da contaminação ao consumi-lo.

Esse fato está provocando a falta dos medicamentos com essa formulação, que são necessários a pessoas que tratam de outras doenças. É o caso de quem tem doenças raras e que sente dores nas articulações.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, então, que remédios com hidroxicloroquina só possam ser vendidos com receita específica para medicamentos controlados (em duas vias).

A Agência alerta para que esse medicamento não seja consumido sem critério, pois não está comprovada sua eficácia para tratar a covid-19 e há uma série de contra-indicações para seu uso. Uma delas é que pode causar aceleração dos batimentos cardíacos em idosos. Na hipótese de ser alguém que esteja infectado com o coronavírus, pode prejudicar o tratamento ao invés de contribuir para a cura. Ainda que sejam animadoras as notícias de bons resultados obtidos, os médicos que estão utilizando-o só o fazem com pacientes em estado crítico e com autorização das famílias.