Para a vaga na Cultura, Tiririca: pior que tá, não fica

 

“Nova política” de Bolsonaro curva-se à velha política do toma lá/dá cá

Regina Duarte deixa a Secretaria da Cultura, mas ganha prêmio de consolação com cargo na Cinemateca e assim matam-se dois coelhos com uma só cajadada: atende à ala ideológica, livra-se de uma figura que estava causando polêmica e ainda não desagrada a apoiadora;

Já que Bolsonaro fez acordo com o PL, nomeando um aliado do ex-deputado condenado no processo do Mensalão Valdemar Costa Neto, Garigham Amarante Neto, para a bilionária área de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, agora poderia nomear para a Secretaria da Cultura o deputado Titirica, já que pior que tá não fica.

O presidente também fez acordo com PP de Paulo Maluf, nomeando Fernando Marques de Araújo Leão para o DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, que tem um orçamento bilionário;

Fez acordo com o MDB reconduzindo para o Conselho da Itaipu Binacional o ex-ministro de Michel Temer Carlos Marun e com o DEM, reconduzindo para o mesmo Conselho o ex-deputado José Carlos Aleluia, que foi citado na delação da Odebrecht.

Do Republicanos, partido ligado à Igreja Universal, Tiago Pontes Queiroz foi nomeado para Secretaria Nacional da Mobilidade. O ex-PRB também tem um cargo na Cinemateca, para onde Bolsonaro pretende mandar Regina Duarte, depois que puder resolver questões burocráticas para que ela possa ser nomeada.

Fazem parte da costura para ter maioria no Congresso o PSD de Gilberto Kassab, o Solidariedade de Paulinho da Força e o PTB de Roberto Jefferson.

O ex-inimigo de ontem Rodrigo Maia deu uma mãozinha ao governo, alertando que o não adiamento do Enem resultaria em uma derrota do governo no Congresso. O Planalto aproveitou a dica e mudou a estratégia, aceitando adiar as provas.

Como se vê, a nova política envelheceu bem depressa.
Portanto, para a Cultura, Tiririca: pior que tá, não fica!

Valdir Carleto