UNG desenvolve projeto de ventilador pulmonar de baixo custo

Iniciativa faz parte do Projeto Capacita e visa qualificar a mão de obra para o mercado de trabalho - Foto: Divulgação
 

Uma equipe de docentes e alunos da Universidade UNG, do Grupo Ser Educacional, desenvolveu um protótipo de ventilador emergencial hospitalar. O projeto foi montado em sete dias, no complexo do laboratório das engenharias, do campus Centro. A iniciativa faz frente à demanda global pela busca por equipamentos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em meio à pandemia de coronavírus. O aparelho foi analisado por fisioterapeutas e profissionais de enfermagem da Universidade e será submetido a uma comissão técnica, seguido de testes.

O conceito do equipamento parte de três frentes, ou seja, um conjunto eletrônico, mecânico e um conjunto médico, baseado em componentes que são utilizados regularmente na área da saúde, que é o ambu, máscara de respiração e tubos de traqueia. O conjunto mecânico foi pensado para que o aparelho tenha possibilidade de fazer o movimento com a frequência e pressão necessária para dar o suporte à respiração, e será concebido com peças fabricadas em impressão 3D, que utiliza um material ABS nesta concepção. O conjunto de controle passa por motor de corrente contínua, com os comandos controlados e a programação derivada de uma placa eletrônica programada. Dependendo da marca e modelo, os ventiladores podem ser comprados por R$ 15 mil. O aparelho da UNG tem um custo unitário de R$ 880, ou seja, 17 vezes menor que os disponíveis no mercado.

A próxima etapa, após ensaios e registros documentais, é a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para o coordenador dos cursos de Engenharia da UNG, Adriano José Garcia, a ideia do projeto, após uma longa conversa com profissionais da área, foi verificar os níveis de complexidade e da necessidade do tratamento, em casos de intubação. “Em alguns casos, pacientes exigem um suporte de respiração por um sistema não invasivo. Na sequência, estabelecemos quais seriam os requisitos e iniciamos a produção entendendo a complexidade de um sistema desse tipo, os controles necessários, a pressão, a frequência respiratória. Além disso, buscamos o suporte da área da saúde e estamos focados em conseguir fazer um projeto que de fato chegue ao paciente final”, explica.

Contribuição à população: O protótipo de ventilador pulmonar é uma contribuição da UNG para o suporte à população em casos graves de Covid-19. O aparelho tem a finalidade de ajudar o corpo humano, nas trocas de oxigênio e gás carbônico, uma vez que os pacientes que têm os pulmões comprometidos não dão conta de mantê-los sozinhos. Para evitar qualquer tipo de transmissão do novo coronavírus, docentes e estudantes trabalham com todos os equipamentos de proteção individual (EPIs), seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Uninassau produz face shields em impressoras 3D

Diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do país, mantidas pelo Ser Educacional, têm utilizado seus laboratórios para a produção de face shields para doação a hospitais e unidades de saúde. A Faculdade Uninassau Belém, de João Pessoa, de Campina Grande e de Natal já estão com o projeto em andamento.

A utilização da tecnologia de impressora 3D para produção desse material tem sido de fundamental importância, pois barateia o custo e diminui o tempo de fabricação. Uma máscara, que pode custar até R$ 36, teve custo de apenas R$3,50 na Faculdade Uninasu Belém, por exemplo, que doou 200 itens no primeiro lote. E o processo, que duraria mais de 6h, pode ser feito em apenas 1h30.

De acordo com o presidente do Ser Educacional, Janguiê Diniz, esse é mais um reforço de um dos pilares do Grupo, a Responsabilidade Social. “Nossa comunidade acadêmica está engajada para ajudar sociedade e profissionais de saúde nesse momento. A produção de face shields com impressora 3D corrobora nosso papel solidário e socialmente responsável”, destacou.

A máscara face shield é um dos itens essenciais dentro dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e funcionam como primeiro isolamento físico nos profissionais de saúde. Elas barram qualquer possível contato com gotículas de pacientes contaminados, lançadas durante a fala ou tosse, por exemplo. Com a proteção, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos da saúde ficam mais protegidos de contaminações, principalmente, por meio dos olhos, boca e nariz.

Mais máscaras
Já a Faculdade Uninassau de Caruaru firmou parceria com a Penitenciária Juiz Plácido de Souza para produção e distribuição de máscaras face shields. A Instituição doou insumos e organizou a distribuição dos itens, e os detentos produziram as peças.