Acordo fixa prazo de até 20 dias para análise de pedidos de Auxílio Emergencial

Lançamento do aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial
 

A Advocacia-Geral da União (AGU) celebrou, em conjunto com o Ministério da Cidadania e a Caixa Econômica Federal, acordo que vai garantir o aprimoramento dos procedimentos de análise e concessão do Auxílio Emergencial. Nele, ficou estabelecido um prazo de até 20 dias corridos para a União apreciar os pedidos de auxílio, a contar de 29 de maio, ou seja, até 18 de junho.

A negociação tem abrangência nacional e pretende diminuir o número de ações judiciais relacionadas ao assunto, bem como facilitar o acesso ao benefício por milhões de brasileiros.

Há quase 5 milhões de pedidos do Auxílio Emergencial cuja análise não ficou pronta e outros quase 5 milhões que foram negados e que os cidadãos recorreram e, por isso, estão em reanálise. Enquanto isso, as famílias que ficaram sem qualquer ganho durante a pandemia têm dependido de ajuda de parentes e vizinhos ou de iniciativas comunitárias de solidariedade para sobreviver.

O acordo também estabelece que a Caixa Econômica Federal deve iniciar o pagamento dos benefícios aprovados em até três dias úteis, contados a partir do recebimento dos recursos pela União. A data-limite deve ser observada em “condições ordinárias e observados os limites das respectivas atribuições”, segundo sentença publicada na quinta-feira (28) pela Justiça Federal de Minas Gerais, que homologou o acordo.

A conciliação foi celebrada nos autos de uma ação civil pública movida pela Defensoria Pública da União em Minas Gerais com o objetivo de responsabilizar a União, a Caixa e a Dataprev – empresa pública responsável pelos cadastros – por suposta demora nos procedimentos de análise e concessão do auxílio.

Com a conciliação, a Defensoria Pública se comprometeu a abrir mão do pedido judicial de concessão automática do benefício caso a solicitação não fosse respondida no prazo requerido. Além disso, outros processos com pedido idêntico ao da ação devem ser extintos.

Segundo o procurador-chefe da União em Minas Gerais, Bráulio Lisboa Lopes, o acordo vai aperfeiçoar o pagamento do auxílio e assegurar maior transparência e segurança para os cidadãos. “O acordo tem o potencial de reduzir litígios que envolvem o tema, contribuindo para a uniformização de procedimentos no território nacional e para a concretização das políticas públicas governamentais para o combate à Covid-19”, avalia, acrescentando que o acordo é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de três semanas que envolveu a participação em audiências de conciliação virtuais.

Além da Procuradoria da União em Minas Gerais, atuou nas negociações a Consultoria Jurídica do Ministério da Cidadania.