Polícia Civil leva órgãos para transplante em helicóptero

 

A Polícia Civil do Estado de São Paulo auxiliou, na tarde da sexta-feira (28), em mais um transplante para salvar uma vida. Uma equipe do Serviço Aerotático (SAT) utilizou um de seus helicópteros – o Pelicano – para ajudar uma equipe médica a transportar um fígado e um pulmão.

Comandada pelo delegado João Eduardo Felipe, com apoio de copiloto e um tripulante, a aeronave buscou os profissionais na Santa Casa de Misericórdia de Pindamonhangaba e transportou até o aeroporto de São José dos Campos. De lá, a equipe médica embarcou com destino a São José do Rio Preto, onde estava o paciente para o qual os órgãos seriam destinados.

O apoio foi solicitado pela Central de Transplantes da Secretaria da Saúde, que tem convênio com a Polícia Civil para este tipo de situação

O fígado foi implantado com sucesso. Entretanto, o pulmão apresentou pneumonia, sendo inviável o transplante.

“É extremamente gratificante o trabalho que realizamos. Saber que pudemos contribuir para salvar uma vida não tem preço. Lembro-me do meu primeiro transporte de órgão, quando ainda era copiloto, e auxiliamos a equipe médica a levar um coração para uma criança no Hospital da Clínicas. Quando nos aproximamos, pudemos ver os familiares acenando para nós”, destacou o delegado Felipe.

Formação

O delegado Felipe está na Polícia Civil desde 1990. Ele conta que já entrou na instituição com a vontade de fazer parte do Serviço Aerotático, o que foi possível de ser realizado em 2008, quando passou em um concurso interno para atuar na equipe do Pelicano.

Depois, o delegado passou por um treinamento em conjunto com os oficiais da Polícia Militar do Águia, no Comando de Aviação da Instituição (CavPM). Foram quatro meses de curso e mais de 500 horas de voo em missões policiais, nos quais Felipe pôde se especializar como piloto e também como comandante de rádio patrulhamento aéreo.

 
Em ocorrências de transporte de órgãos, as equipes de Pelicano são compostas por um comandante que pilota o helicóptero, um copiloto e um tripulante, que é sempre um investigador formado em curso específico na Academia de Polícia. Mesmo com a formação no CavPM, os delegados que pilotam as aeronaves passam por treinamentos periódicos de emergência.


Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública