O Click Guarulhos tem recebido queixas de excesso de pernilongos e mosquitos, principalmente vindas de moradores do Jardim Frizzo, região da Ponte Grande. Encaminhada a demanda à Prefeitura, a Assessoria de Imprensa enviou a resposta, que reproduzimos:
“A Secretaria de Saúde esclarece que estamos passando pelo período de criação e dispersão de mosquitos, o que geralmente acontece de outubro a março. O município é acometido por dois gêneros de mosquitos: o Aedes e o Culex. As fêmeas de Culex possuem atividade durante o período vespertino e o Aedes durante o período diurno.
Com relação ao pedido de nebulização, a Secretaria de Saúde informa que o governo do Estado não recomenda o uso de fumacê (técnica de termo nebulização) que era utilizado no passado. Ressalta que o uso indiscriminado dessa técnica de aplicação de inseticida causou resistência tanto ao Aedes aegypti quanto ao Culex quinquefasciatus (pernilongo), não sendo eficaz para o controle. Além disso, o uso inadequado causa prejuízo à ecologia, à fauna existente e à saúde humana.
Atualmente a utilização de inseticida por meio da nebulização ou pulverização é adotada somente para eliminar a população adulta do mosquito Aedes aegypti apenas em área de transmissão viral (casos suspeitos ou positivos) de dengue, podendo ser usado os equipamentos portáteis ou o veicular.
A Secretaria de Saúde destaca ainda que as ações de manejo ambiental e o controle mecânico por parte dos munícipes são ferramentas que contribuem para o controle de focos de proliferação, tanto do Aedes aegypti como do Culex quinquefasciatus.
A principal medida é a eliminação de qualquer material que possa abrigar água parada, visto que 80% do controle vetorial se dá através da eliminação de criadouros e somente 20% por uso de produtos químicos. Por isso, alguns cuidados são fundamentais para evitar a proliferação das espécies, tais como:
• Limpeza das calhas;
• Emborcar garrafas, galões e outros recipientes;
• Recolher latas, copos e frascos em geral sem utilidade e colocar em sacos de lixo;
• Cobrir tambores e tanques;
• Manter piscinas limpas e tratadas;
• Vedar as caixas d’água;
• Não jogar materiais inservíveis em terrenos e córregos, pois podem acumular água da chuva e servir de criadouro;
• Telas em portas e janelas;
• Uso de mosquiteiros;
• Uso de repelentes.

