Guarulhos teve 482 mortes por covid em um mês

 

Desde 26 de fevereiro, portanto, 31 dias atrás, o total de mortes confirmadas por covid-19 em Guarulhos saltou de 2.057 para 2.539, diferença de 482 óbitos. Há outros 15 em investigação. Basicamente, neste curto período, ocorreu 1/5 de todas as mortes desde o início da pandemia.

No mesmo período, o número de casos confirmados subiu de 46.258 para 52.062; diferença de 5.804 casos. Enquanto isso, o número de pacientes recuperados subiu de 43.555 para 48.608, diferença de 5.053.

Considerando que entre o total de novos casos e o de recuperados a diferença é de 751 pessoas e que 482 faleceram em decorrência da doença na cidade, conclui-se que aumentou em 269 o número de pacientes em tratamento de lá para cá.

Essa realidade demonstra a necessidade de continuar a tomar todas as precauções, evitando aglomerações, usando máscaras ao andar pelas ruas, no transporte coletivo e nos estabelecimentos comerciais, incluindo os locais de trabalho onde haja outras pessoas.

Novas medidas implantadas a partir desta segunda-feira em Guarulhos visam reduzir o número de pessoas em circulação. Muitas queixas têm sido feitas quanto à superlotação dos ônibus. Em resposta, a STMU – Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana afirmou que 100% da frota municipal está em circulação.

A GCM (Guarda Civil Municipal) tem efetuado rondas e blitze, dispersando aglomerações, paralisando festas e comércio irregular, nesse caso em apoio à SDU – Secretaria de Desenvolvimento Urbano.

Na Vila Galvão, continua grande a movimentação de pessoas em torno do lago, bem como em toda a extensão da avenida Francisco Conde, conhecida como “20 Metros”, além da laje sobre o piscinão. O comando da GCM divulgou que esvaziou esses locais no sábado (foto em destaque). Mensagens de moradores e de comerciantes da região ao Click sugerem que a Prefeitura bloqueie totalmente as atividades nesses três locais, pois muitos frequentadores não usam máscaras, principalmente durante corridas e caminhadas ou, ainda, passeio de bicicleta. “A economia é importante. Todos precisam trabalhar para sobreviver. Mas, se não houver uma atitude radical, essas pessoas vão continuar espalhando vírus e, aí sim, a economia ficará parada por mais tempo”, desabafou uma moradora das imediações do lago de Vila Galvão, local conhecido como “lago dos Patos”.