No Dia do Jornalista, Brasil lidera em mortes de profissionais de Imprensa por covid

 

Os jornalistas estão na linha de frente desde o início da pandemia. Muitos, especialmente freelancers, fotógrafos e cinegrafistas, tiveram de trabalhar em campo. Organismos internacionais de defesa da categoria estão procurando convencer as autoridades a incluir a categoria entre os grupos prioritários a receber a vacina contra a covid.

Hoje, 7 de abril, é o Dia do Jornalista. Blaise Lempen, secretário-geral da Press Emblem Campaign, organização que vem monitorando as vítimas da Covid-19 na Imprensa, sustenta que jornalistas devem ser tratados com prioridade para receber a vacina, e citou vários países onde isso já acontece. Ele disse que março foi o pior mês para os jornalistas, destacou o avanço rápido da doença no Brasil, e lamentou a situação: “Esta tragédia tem que acabar”. Entre os mais jovens da lista da entidade está um brasileiro, que perdeu a vida aos 26 anos. Entre as mais velhas, uma das mais famosas jornalistas da Índia.

O Brasil lidera o triste ranking do número de óbitos entre jornalistas: foram 140 vidas perdidas entre profissionais da área. Seguem os demais países com maior incidência: Peru (137), México (93), Índia (60), Itália (51), Estados Unidos (46), Bangladesh (46), Equador (45), Colômbia (39), Reino Unido (28), República Dominicana (27), Paquistão (25), Turquia (22), Panamá (16), Rússia (15), Espanha (15), Bolívia (14) e Ucrânia (14).

O leitor pode entender que seja natural que o Brasil, com a população que tem, esteja em primeiro lugar no número de mortes de jornalistas para a covid. No entanto, ainda assim, proporcionalmente, é muito, pois os Estados Unidos, por exemplo têm mais habitantes e muito menos jornalistas vítimas da doença. A Índia, em quarto lugar, teve 60 mortes, diante de uma população 6,5 vezes maior do que a brasileira.