terça-feira, 26 outubro 2021
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Em discurso na ONU, Bolsonaro defende tratamento sem eficácia contra Covid-19

Durante um discurso na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido), defendeu o tratamento precoce contra a Covid-19 e se disse contrário ao passaporte sanitário da vacina, exigido em estados brasileiros e alguns países do mundo, entre eles nos Estados Unidos, onde Bolsonaro participa do encontro. O presidente brasileiro, no entanto, garantiu que todos os brasileiros que quiserem poderão ser vacinados até novembro.

Ao falar da Covid, o presidente fez uma defesa do tratamento precoce contra a doença e se referiu a ele mesmo como exemplo bem-sucedido da terapia. Bolsonaro já teve a doença e disse ter tomado cloroquina e se curado com o medicamento, que comprovadamente não tem eficácia contra a Covid. “A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, afirmou.

O presidente também criticou prefeitos e governadores por medidas contra a disseminação do vírus, como o fechamento do comércio. “Sempre defendi combater o vírus e o desemprego de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo”, disse. “No Brasil, para atender aqueles mais humildes, obrigados a ficar em casa por decisão de governadores e prefeitos e que perderam sua renda, concedemos um auxílio emergencial de US$ 800 para 68 milhões de pessoas em 2020”, citou.

Questão ambiental
Bolsonaro fez uma defesa das políticas de preservação ambiental de seu governo, dizendo que o Brasil é o país que mais preserva as suas florestas. “São 8,5 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 66% são vegetação nativa, a mesma desde o seu descobrimento, em 1500. Somente no bioma amazônico, 84% da floresta está intacta, abrigando a maior biodiversidade do planeta. Lembro que a região amazônica equivale à área de toda a Europa Ocidental.”

O presidente citou dados de desmatamento do mês de agosto para embasar suas afirmações. “Na Amazônia, tivemos uma redução de 32% do desmatamento no mês de agosto, quando comparado a agosto do ano anterior. Qual país do mundo tem uma política de preservação ambiental como a nossa?”, indagou. Ele ainda propôs aos participantes da assembleia-geral que viessem ao Brasil: “Os senhores estão convidados a visitar a nossa Amazônia”.

Relações internacionais
O chefe do Executivo brasileiro defendeu reforma do sistema de representação política da ONU, para que o Brasil tenha um assento permanente no Conselho de Segurança da entidade. No ano que vem o Brasil volta a ter uma cadeira rotativa no Conselho.

Bolsonaro declarou que, por tradição, o Brasil sempre participou de missões de paz da ONU e que deve conceder refúgio a pessoas em situação de risco no Afeganistão, depois que o Talibã retomou o poder no país, após o fim da ocupação norte-americana. “Concederemos visto humanitário para cristãos, mulheres, crianças e juízes afegãos”, declarou.

Economia
Ao falar de economia, o presidente disse que “o Brasil vive novos tempos” e que o país tem um dos melhores desempenhos entre os países emergentes. “Meu governo recuperou a credibilidade externa e, hoje, se apresenta como um dos melhores destinos para investimentos.”

Bolsonaro sem vacina

Na volta do evento (semi) presencial, Bolsonaro é o único dos líderes do G20 (grupo das 19 principais economias do mundo e a União Europeia) presentes a dizer que não tomou a vacina contra a Covid-19.

Jornais dos Estados Unidos e do Reino Unido noticiaram que o presidente brasileiro participa da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) sem ter tomado a vacina.

A sede da ONU onde é realizada a assembleia fica na cidade de Nova York, onde há exigência de um comprovante de vacinação para que as pessoas entrem em ambientes públicos que são fechados (como o saguão onde acontece a reunião).

A prefeitura de Nova York pediu para que os chefes de estado fossem obrigados a comprovar vacinação para entrar no prédio das Nações Unidas, mas o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a entidade não tem como exigir isso.

Veja o discurso do presidente Bolsonaro na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU:

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