domingo, 7 agosto 2022
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Novembro azul: por que os homens vão menos ao médico do que as mulheres?

 

A campanha do Novembro Azul ocorre todos os anos, no mês de novembro, para conscientizar homens sobre o combate ao câncer de próstata. Comprovadamente, o gênero masculino vai menos ao médico do que as mulheres, e por consequência, também vive menos.

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde, de 2019, a proporção de mulheres (82,3%) que consultaram médico foi superior à dos homens (69,4%).

“Existe uma certa relutância ainda no homem em fazer não só o exame do toque, mas também uma série de exames preventivos, porque é uma cultura que infelizmente ainda não invadiu o universo masculino”, explica o urologista Dr. Alfredo Canalini, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Essa indisposição de parte dos homens em fazer exames de prevenção somada à chegada da pandemia da Covid-19 piorou ainda mais a situação.

Segundo a SBU, houve uma queda de 33,5% de consultas urológicas no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020, comparado a 2019. 

O urologista ressalta a diferença comportamental entre gêneros, e cita o exemplo de mulheres que, de maneira geral, costumam levar a filha ao ginecologista ao entrar no período da puberdade. Já o mesmo não costuma ocorrer com os adolescentes homens:

“Tradicionalmente, o homem não olha com cuidado para a sua saúde, e isso é uma situação comportamental que nós temos que mudar não só no Brasil, mas em todo o mundo”, alerta o médico.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a expectativa de vida da mulher brasileira é de 80 anos, sete a mais que a dos  homens, 73 anos.

No caso específico do câncer de próstata, que é o tumor mais frequente no homem depois do câncer de pele, a falta do exame de rotina, seja por preconceito ou descuido, pode ser fatal.

“Quando você faz o diagnóstico em uma fase inicial você pode curar a doença e quado você não faz o exame, e só procura o médico quando começa a sentir algo diferente, provavelmente já terá a doença em um estado mais avançado, sem possibilidade de curá-la”, afirma Canalini.

Por conta disso, as campanhas de conscientização e outros instrumentos para estimular e também facilitar o acesso à atenção básica de saúde se mostram cada vez mais essenciais. 

“Notamos que esse tipo de comportamento tem mudado bastante. Os homens já começaram a procurar médicos rotineiramente para fazer avaliações, isso em todas as faixas etárias. A procura pelo médico para fazer a avaliação periódica vem começando a ocorrer no sexo masculino”, comenta o médico, que também cita a importância das mulheres em estimular companheiros a procurar especialistas. 

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