Andando por ruas de Guarulhos, venho me deparando com inúmeras situações que fazem com que eu me envergonhe de ser brasileiro.
Máscaras
Na região próxima à Saint Gobain e ao hospital Unimed Guarulhos, no Macedo, a cada poucos metros veem-se máscaras de proteção jogadas. Algumas delas, em tom azul escuro, com as alças enroladas de forma muito parecida, o que leva a crer que tenham sido descartadas pela mesma pessoa, dia após dia. Em praticamente toda a cidade, há máscaras indevidamente atiradas pela população, o que demonstra total desrespeito à saúde das outras pessoas, bem como ao meio ambiente.
Bitucas
Na esquina da avenida Avelino Alves Machado com rua Humberto Pôrto, há um bar, em cuja calçada e na sarjeta há centenas de bitucas de cigarro. O estabelecimento deveria manter recipientes para esse tipo de dejeto e orientar seus frequentadores a utilizá-los.
Entorno de moradias
No entorno do Conjunto Residencial do Jardim Santa Cecília, local conhecido como Vila Industrial, há lixo jogado por todo lugar, inclusive a poucos metros dos apartamentos. Vê-se que parte é de resíduos de produtos alimentícios, garrafas de bebidas e outras embalagens. Outra parte aparenta ser decorrente de despejo de entulho, restos de móveis e outros detritos.
Se o argumento para tal comportamento de quem mora no Conjunto é de que se trata de pessoas muito simples, que não tiveram oportunidade de aprender sobre a proteção ao meio ambiente, haveria a Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, de promover diálogo com as famílias, no sentido de conscientizá-las a zelar pelas cercanias de suas moradias, até mesmo para zelar pela própria saúde.
A Proguaru periodicamente efetua limpeza e corte do mato em toda a volta do Conjunto, mas logo em seguida os espaços voltam a ser ocupados por dejetos indevidos. Isso demonstra que, na falta de um trabalho de conscientização e de educação ambiental, há um desperdício do dinheiro público, na medida em que equipamentos e servidores que deveriam estar a serviço da limpeza e conservação de áreas públicas ocupam tempo e material para zelar por algo que as próprias famílias que ali residem deveriam cuidar. Se, por exemplo, a Secretaria do Meio Ambiente incentivasse o plantio de mudas de árvores pelas crianças e jovens do local, o aspecto paisagístico seria muito melhor e as pessoas teriam muito mais prazer em morar ali.
Perguntar não ofende
Será tão difícil perceber o óbvio? Que a ação de cada pessoa interfere na qualidade de vida de todos os demais? Que o mal que alguém faz à natureza retorna de alguma forma em danoso para a coletividade? Que, mantendo os mesmos métodos, a gestão pública não colherá melhores resultados?
Desabafo de um cidadão que gostaria de sentir orgulho de ser brasileiro, ao invés de vergonha.
Valdir Carleto








