quinta-feira, 7 julho 2022
PUBLICIDADE
InícioECONOMIARendimento médio cai e desigualdade cresce no Brasil

Rendimento médio cai e desigualdade cresce no Brasil

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2021, segundo ano da pandemia, foi de R$ 1.353. Em 2012, primeiro ano da série histórica da pesquisa, equivalia R$ 1.417. Em 2020, era de R$ 1.454.

Os valores, divulgados nesta sexta-feira 10, são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Rendimento de todas as fontes 2021 e se referem a uma média de quanto recebe por mês cada um dos brasileiros.

Os valores de anos anteriores foram atualizados pela inflação do período para serem comparados. São rendimentos médios: há grupos que ganham mais, outros que ganham menos e os que não possuem rendimento.  

Em média, os brasileiros estão recebendo menos e menos brasileiros possuem algum rendimento. O percentual de pessoas com rendimento na população do país caiu de 61% em 2020 para 59,8% em 2021, o mesmo percentual de 2012 e também o mais baixo da série histórica.

Foram considerados pelo IBGE rendimentos provenientes de trabalhos; de aposentadoria e pensão; de aluguel e arrendamento; de pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; além de outros rendimentos. 

Considerados apenas os brasileiros que possuem rendimento, a média mensal registrada em 2021 foi R$ 2.265, a menor da série histórica. As menores médias desde 2012 entre as pessoas com rendimento também foram registradas em aposentadoria e pensão, com média de R$ 1.959 e em outros rendimentos (R$ 512).

Rendimentos de trabalhos

Apesar do aumento da população ocupada, de 72,8% para 75,3%, a massa do rendimento mensal real caiu 3,1%, indo de R$ 223,6 bilhões para R$ 216,7 bilhões, no período.

“A pandemia afetou muito o mercado de trabalho em 2020 por causa do isolamento social que teve que ser feito para frear a pandemia. Então, o mercado de trabalho perdeu muita ocupação. O mercado de trabalho está retomando, mas o ritmo ainda está menor do que o de 2019”, diz a analista da pesquisa, Alessandra Scalioni Brito.

Segundo ela, a inflação é um dos fatores que impactaram os rendimentos dos brasileiros, tanto provenientes do trabalho quanto de outras fontes, como aposentadorias e pensão alimentícia. Em 2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado como a inflação oficial do país, foi de 10,06% – a maior taxa acumulada no ano desde 2015.

Desigualdade

A pesquisa aponta também as desigualdades de rendimento entre as regiões do Brasil. Em todas elas houve queda no rendimento médio mensal real domiciliar per capita entre 2020 e 2021. Enquanto na região Sudeste essa renda passou de R$ 1.742 para R$ 1.645 e na região Sul, de R$ 1.738 para R$ 1.656; na região Norte passou de R$ 966 para R$ 871 e na região Nordeste, de R$ 963 para R$ 843. Na região Centro-Oeste a variação foi de R$ 1.626 para R$ 1.534.

“O mercado de trabalho é mais informalizado no Norte e no Nordeste, então, a renda do trabalho ali tende a ter uma distribuição mais desigual. As regiões Norte e Nordeste tendem a receber mais benefícios de programas sociais e como houve essa mudança no auxílio emergencial, elas foram mais afetadas entre 2020 e 2021. Por isso tiveram esse aumento de desigualdade maior que em outras regiões”, diz Alessandra.

Segundo a pesquisa, a desigualdade, medida pelo Índice de Gini, considerando toda a população, aumentou entre 2020 e 2021, passando de 0,524 para 0,544. Considerada apenas a população ocupada, esse indicador ficou praticamente estável, variando de 0,500 para 0,499.

O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um representa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza. Os mais pobres ficaram ainda mais pobres e os mais ricos, ainda mais ricos, o que é nítido ao se verificar que aumentou o volume de pessoas pedindo comida nas avenidas, além de mais gente morando nas ruas, por não ter condições de pagar aluguel.

Fonte: Agência Brasil (EBC)

PUBLICIDADE
- PUBLICIDADE -

SIGA/CURTA

28,870FãsCurtir
3,337SeguidoresSeguir
1,597SeguidoresSeguir
358InscritosInscrever

VEJA TAMBÉM

Guarulhos inicia ação de combate ao Aedes aegypti com o apoio do Tiro de...

A partir desta segunda-feira (4) até o final do mês a Prefeitura contará com o apoio de dez soldados do Tiro de Guerra de...

ANVISA decide manter proibição de cigarros eletrônicos

Nesta quarta-feira (6), a ANVISA decidiu manter a proibição da venda de cigarros eletrônicos no Brasil. A agência ainda indicou a adoção de medidas para...

ANVISA decide hoje sobre proibição de cigarros eletrônicos

Nesta quarta-feira (6), a ANVISA pode começar a votar se mantém ou não a proibição da venda de cigarros eletrônicos. Hoje, o produto é...

De Bem com a Vida abre 370 vagas para cursos profissionalizantes destinados a mulheres

A Prefeitura de Guarulhos, em parceria com o governo federal, disponibiliza 370 vagas para cursos profissionalizantes destinados a mulheres em vulnerabilidade social nas seis...

Fatecs oferecem mais de 17 mil vagas em cursos gratuitos de Ensino Superior

Faltam poucos dias para o fim do período de inscrição, exclusivamente pela internet, para os cursos gratuitos das Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs)....