Dez dias após iniciada, a greve dos professores da rede municipal de Guarulhos irá continuar, conforme deliberação da assembleia da manhã desta quarta-feira, 3/5, em frente ao Paço Municipal. Com pequena participação da categoria, se considerado o número de professores locais, os que estavam presentes votaram por unanimidade pela continuidade do movimento paredista.
O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública (Stap) divulgou que protocolou um ofício na secretaria de Gestão, pedindo resposta sobre a pauta de reivindicações da Campanha Salarial e que o Governo respondeu daria uma contraproposta ao Sindicato sobre o reajuste dos Servidores, caso a greve fosse encerrada.
Os professores repudiaram a resposta do Governo e decidiram manter a greve, sendo deliberado também que os professores façam comando de greve nas escolas, a fim de convencer mais colegas a participarem e aumentar a adesão do movimento.
Novo ato está marcado para quinta-feira, 4, às 14h, em frente ao Paço Municipal.
A gestão municipal alega que já cumpre a legislação, pagando, no mínimo, o piso salarial da categoria a todos os professores. Os servidores, porém, requerem que o mesmo percentual aplicado para que os que ganhavam menos passassem a ter o piso seja considerado nos salários de todos os demais.
Em entrevista ao programa “Tribuna Livre”, do jornalista Roberto Samuel”, na terça-feira, o secretário de Educação, Alex Viterale, afirmou não ser possível atender a reivindicação. Nos comentários nas redes sociais, servidores e a direção do Stap criticaram a postura do secretário, havendo um embate entre números apresentados por ele e os alegados pelos demais. Ele explicou que não se pode confundir o gasto de um mês específico como se fosse média do dispêndio de todo o ano, pois há oscilações e outros encargos, como o pagamento de 13º salário e de férias com os respectivos acréscimos.
Os servidores de outras categorias também aguardam definição quanto ao reajuste anual, que era esperado para 1º de maio e ainda não foi divulgado.

