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Dia Nacional de Combate ao tabagismo: Esclarecendo 10 perguntas sobre a ligação entre fumo e câncer

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No Dia Nacional de Combate ao Tabagismo, é crucial aumentar a conscientização sobre os danos causados pelo hábito de fumar. Um risco especialmente alarmante associado ao fumo é o câncer de pulmão, com 90% dos casos tendo sua origem nesse hábito. Os fumantes enfrentam um risco 20 vezes maior de desenvolver tumores pulmonares, tornando o alerta especialmente relevante para este grupo.

Apesar dos dados já conhecidos, os tumores pulmonares ainda lideram o ranking de mortes por doenças oncológicas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que durante o triênio 2023-2025, aproximadamente 32.300 novos casos de câncer de pulmão serão diagnosticados anualmente.

 

O INCA também revela um dado alarmante: cerca de 10% dos brasileiros acima de 18 anos são fumantes, totalizando 20 milhões de pessoas no país. Apesar das campanhas de combate ao tabagismo, o desafio permanece significativo. A Dra. Mariana Laloni, oncologista da Oncoclínicas São Paulo, chama a atenção para os vaporizadores de tabaco, que têm sido populares, especialmente entre as gerações Millennials e Z.

“Ainda que o consumo de cigarros tenha diminuído no Brasil devido a campanhas e proibições em locais públicos desde os anos 90, o número absoluto de fumantes ainda é alarmante. Os novos dispositivos de vaporização, como os vapes, têm atraído especialmente os jovens, sob a falsa crença de serem menos prejudiciais à saúde e por seu design moderno, o que os torna ainda mais preocupantes na luta contra o tabagismo”, ressalta a especialista.

Globalmente, a OMS informa que 8 milhões de pessoas morrem anualmente devido a doenças relacionadas ao tabaco. No Brasil, esse número chega a 156 mil mortes por ano, uma média de 428 óbitos diários. É importante lembrar que o impacto do tabagismo não se limita ao câncer de pulmão, abrangendo também doenças cardiovasculares, diabetes, infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC), entre outros problemas de saúde.

Direcionando a Luz sobre a Questão

Com os avanços científicos, as abordagens para o tratamento do câncer têm evoluído ao longo dos anos. No caso do câncer de pulmão, diversas terapias alternativas têm sido empregadas para enfrentar a doença, incluindo a radioterapia isolada. Mariana Laloni explica:

“A indicação depende principalmente do estágio, tipo, tamanho e localização do tumor, bem como da condição geral do paciente.”

A imunoterapia desempenha um papel crucial no tratamento do câncer de pulmão. Essa técnica se baseia no reconhecimento do tumor pelo organismo e na ativação de uma resposta imunológica para combater o problema. A Dra. Laloni esclarece:

“Embora o sistema imunológico seja capaz de combater o câncer, as células cancerígenas frequentemente encontram formas de evitá-lo. A imunoterapia ajuda o sistema imunológico a combater o câncer de maneira mais eficaz, estimulando a produção de células imunes para identificar as células cancerígenas.”

No entanto, a prevenção do câncer de pulmão continua sendo fundamental. A especialista ressalta que a melhor alternativa é sempre parar de fumar.

A seguir, a Dra. Mariana Laloni esclarece dez perguntas comuns sobre a relação entre fumo e câncer:

  1. O fumo pode aumentar o risco de câncer de pulmão? Sim. O tabagismo pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão em cerca de 20 vezes. Aproximadamente 90% dos casos estão relacionados ao fumo.
  2. Quais são os principais sintomas do câncer de pulmão? Nas fases iniciais da doença, quando a chance de cura é maior, o câncer é silencioso e não apresenta sintomas. Em estágios avançados, podem surgir sintomas como tosse, dor no peito e falta de ar.
  3. Quais são os principais tipos de câncer de pulmão? Existem dois tipos principais: carcinoma de pequenas células e carcinoma de não pequenas células. Este último representa de 80 a 85% dos casos e inclui subtipos como adenocarcinoma e carcinoma epidermoide.
  4. Como é o tratamento para o câncer de pulmão? O tratamento depende do estágio, subtipo, tamanho e localização do tumor, bem como das condições gerais do paciente. Opções incluem cirurgia, radiocirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.
  5. O tabagismo aumenta o risco de outros tipos de câncer além do câncer de pulmão? Sim. O fumo também aumenta o risco de câncer de cabeça e pescoço, boca, laringe, faringe e bexiga.
  6. Quais são os principais elementos cancerígenos nos cigarros convencionais? Cigarros tradicionais contêm quase cem substâncias cancerígenas, incluindo monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, nicotina e alcatrão.
  7. Qual substância dos cigarros causa dependência? A nicotina é a substância que causa dependência, levando ao vício. Ela é classificada pela OMS como uma substância psicoativa.
  8. O cigarro eletrônico aumenta o risco de câncer de pulmão? Sim. Devido à alta quantidade de nicotina vaporizada, o cigarro eletrônico também pode aumentar o risco. No entanto, o impacto exato ainda não está totalmente compreendido devido à variedade de uso desses dispositivos.
  9. Após parar de fumar, quanto tempo leva para diminuir o risco de câncer relacionado à nicotina? Os benefícios à saúde e a redução do risco de câncer são observados com o passar do tempo. Após 10 anos sem fumar, os riscos são considerados baixos. A carga tabágica (número de maços por dia multiplicado pelos anos fumados) também influencia.
  10. Qual seria o impacto nos diagnósticos de câncer se todos os fumantes parassem imediatamente? O impacto principal seria uma redução de cerca de 33% nos casos de câncer diagnosticados, com uma redução ainda maior ao longo do tempo.

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