Prefeitura da Capital comprou 1 milhão de máscaras e pagou R$ 5,50 cada

Os trabalhadores produzem máscaras faciais à medida que a demanda por sua produção aumenta rapidamente e se esforça para atender aos pedidos, nas instalações de um fabricante turco em Istambul, Turquia, em 30 de janeiro de 2020.
 

A administração do prefeito Guti tem um álibi para se defender na polêmica acerca da compra de 330 mil máscaras cirúrgicas de proteção descartáveis, ao preço unitário de R$ 6,20.

Agora, que milhões de máscaras chegaram da China e são encontradas com mais facilidade do que no momento da aquisição feita por Guarulhos, a Prefeitura de São Paulo está comprando 1 milhão de máscaras descartáveis, ao preço unitário de R$ 5,50, conforme publicação no Diário Oficial da Cidade de São Paulo desta sexta-feira, 17 de abril, abaixo reproduzida.

A exemplo do que ocorreu em Guarulhos, a prefeitura paulistana efetuou a compra de uma Eireli, sigla que define que se trata de uma “Empresa Individual de Responsabilidade Limitada”, ou seja, empresa pertencente a um só proprietário, que costumam ser microempresas ou de pequeno porte.

Diante da repercussão da compra feita em Guarulhos, o prefeito Guti determinou à Secretaria da Saúde abertura de sindicância e o envio de todo o processo de compra ao Ministério Público da Comarca de Guarulhos e ao Ministério Público de Contas, órgão do Tribunal de Contas do Estado, que está investigando a compra.

Populares têm postado nas redes sociais informações e vídeos, afirmando terem conseguido comprar máscaras descartáveis por valor inferior a um terço do que foi pago pela Prefeitura de Guarulhos. Resta aferir se são produtos com as mesmas especificações técnicas. As adquiridas pela Secretaria da Saúde de Guarulhos são as de código Registro Anvisa nº 80605410002 – máscara tripla descartável.

Obs.: a imagem em destaque é ilustrativa