A retomada: como será o “novo normal”?

Container with alcohol gel, gloves and surgical mask on the light blue background
 

Como as empresas, instituições e trabalhadores passam pela turbulência e como avaliam o futuro próximo

Quando as pessoas erguiam taças de champanhe na virada de 2019 para 2020 e se cumprimentavam, desejando saúde e felicidades no ano novo, não podiam imaginar o que estava por vir e quanto seres microscópicos poderiam alterar de forma tão drástica a vida de boa parte da humanidade em todo o planeta.

É provável que jamais os seres humanos estiveram tão dependentes da ciência e tão indecisos sobre as atitudes a tomar. Muito difícil também a situação das autoridades, ao ter de decidir entre a necessidade de preservar vidas e, ao mesmo tempo, de procurar fazer com que a paralisação das atividades empresariais não provocasse um colapso geral nas finanças dos governos e das famílias. Enfim, as pessoas tiveram de se recolher, de colocar a saúde em primeiro lugar, de zelar pelos mais idosos e assumir comportamentos nunca antes imaginados. Inúmeras empresas simplesmente quebraram no decorrer da pandemia; muitas outras estão virando-se do avesso para manter as portas abertas; apenas um ou outro setor passou incólume ou até cresceu nesse período.

Depois de um forçado intervalo de cinco meses, a Revista Weekend volta a circular, trazendo opiniões de representantes de diversos setores, que, de certa forma, resumem a inquietação e o cenário de incertezas que nos ronda. Que haja um bálsamo para aplacar toda a dor pelas milhares de vidas subitamente perdidas em todo o mundo e que a humanidade saiba tirar lições desse confronto com o invisível, para tornar-se mais solidária e compreensiva.


ACE Guarulhos crê que ensinamentos ficarão para sempre

Indagamos à Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos (ACE) como a entidade encara as atividades empresariais no pós-pandemia e que lições a pandemia deixará de positivo para o mundo dos negócios.

O presidente Sílvio Alves respondeu que os empresários terão extrema dificuldade para fechar a conta neste 2020. “Afinal, datas importantes para o setor comercial, como o Dia das Mães, a Páscoa e o Dia dos Namorados, aconteceram em plena quarentena, quando os comércios permaneceram de portas fechadas. Alguns estabelecimentos até conseguiram manter certa atividade, com os serviços de entrega, mas isso não representa nem 20% de seu faturamento. Ou seja, o prejuízo financeiro é muito grande. Quem não tinha capital de giro ou alguma reserva de emergência não conseguiu sobreviver à crise. Mesmo porque, muitas linhas de crédito, anunciadas por governos e agências de fomento, não chegaram com a devida facilidade na ponta”, diz.

Por outro lado, segundo ele, quem conseguiu manter suas empresas em meio à pandemia acabou descobrindo novas formas de trabalho, baseados na tecnologia. Outros se reinventaram ou mudaram de atividade. “Esses ensinamentos ficarão para sempre. A ACE-Guarulhos esteve sempre ao lado dos empreendedores da cidade, orientando e apoiando neste momento inédito e muito difícil”, comenta.

Segundo o presidente, a entidade sempre esteve à disposição das autoridades municipais para sugerir formas de retorno das atividades comerciais baseadas na preservação da saúde de empregadores, colaboradores e consumidores. “Não vemos que as empresas, respeitando os protocolos de higiene e distanciamento, sejam focos de contaminação”, conclui.

Asec defende volta aos horários regulares

Diante das mesmas questões, a Asec (Associação dos Empresários de Cumbica) respondeu, por seu presidente, José Júnior Araújo, que todos aprendemos a conviver de forma diferente durante essa pandemia, tanto pelo lado pessoal quanto profissional.
“Passamos a valorizar a permanência ao lado da família e descobrimos que situações as quais imaginávamos serem impossíveis, como fazer grandes operações em sistema home office, são perfeitamente realizáveis. Outras facilidades ficaram mais claras, como a economia de tempo: as videoconferências evitaram que perdêssemos tempo de deslocamento nas cidades”, comenta.



Sobre as atividades comerciais, Júnior Araújo entende que não tem como manter as empresas fechadas. “A realidade da pandemia é essa: o vírus existe, a cura ou vacina não virá rápido. Temos que aprender a conviver com essa nova realidade, sempre respeitando o próximo, com regras de higiene e prevenção. Mas não podemos deixar de lado o nosso trabalho. Temos que manter a economia girando”, opina.

Ele justifica sua posição, afirmando que muitas empresas não têm capital de giro e dependem do faturamento diário.
“A Asec defende, inclusive, a volta dos horários de funcionamento regulares., sempre com a devida responsabilidade e cuidados. É importante haver, por parte das autoridades, um trabalho efetivo de conscientização da população. Nas empresas temos esse cuidado, mas nas ruas muitas pessoas desrespeitam os protocolos. Por isso, a mensagem tem que ir além do ‘fique em casa’. Precisa orientar, sem alarmismo”, defende o presidente da Asec.

Comerciários amargam forte desemprego e criticam perda de direitos

Para Walter dos Santos, presidente do Sindicato dos Comerciários de Guarulhos e Região, a categoria que representa é uma das mais prejudicadas pela pandemia, pois o pequeno comércio é um dos que mais empregam e inúmeros estabelecimentos não conseguiram sobreviver à quarentena, principalmente porque não puderam acessar as linhas de crédito prometidas pelo governo federal.

A dolorosa consequência é o elevado índice de desemprego que isso está causando, com o agravante de que são remotas as perspectivas de conseguir uma nova vaga no mercado de trabalho.

O presidente salienta que os comerciários que continuam trabalhando estão muito vulneráveis ao perigo de contágio, arriscando sua vida, pois atendem muitas pessoas, inclusive as que estão contaminadas. Precisam estar protegidos, mesmo sendo desconfortável o uso de máscaras por tantas horas seguidas.

Ele lamenta que, entre as medidas para salvar as empresas, muitos direitos adquiridos dos trabalhadores tenham sido reduzidos: “A corda arrebenta do lado mais fraco”.

OAB prevê dificuldades para quem não se atualizar

Para o presidente da 57ª Subsecção da OAB, em Guarulhos, Eduardo Ferrari, o momento é de grande tensão, de renovação e de resiliência.

“O cenário é de muita incerteza, e as autoridades estão se empenhando em equacionar o problema. Entretanto, o curto-circuito entre o governo federal e os estaduais e municipais, acaba por confundir a população, gerando ainda mais prejuízos e dificuldades de interpretação da complexidade do momento vivido”, comenta.

Para ele, o momento para a Advocacia é de superação, onde, a inovação, gestão e tecnologia serão os pilares para a sua consolidação. “Certamente estamos vivendo o maior desafio da nossa geração. As relações não serão como antes. Audiências, entrevistas com magistrados, visitas a unidades prisionais, consultas a processos, são as maiores dificuldades de assimilação desse momento”, diz, acrescentando que o pós-pandemia obrigará o domínio completo dos conhecimentos tecnológicos, e a se reinventar para o exercício pleno das atividades.

“Quem não estiver integrado, terá sérias dificuldades. A OAB Guarulhos está atenta a esse ‘novo normal’, e se dedica plenamente a possibilitar a assimilação das dificuldades hodiernas”, conclui.

Como a pandemia afetou a vida em condomínios

A síndica profissional Vanessa Amorim, que é também advogada, afirma que os desafios da vida em condomínio mostraram-se ainda mais difíceis de serem superados em meio à pandemia. “É inerente ao ser humano a resistência a mudanças. Para implantar novos hábitos, como o uso de máscaras e a não utilização das áreas comuns, foi preciso repensar prioridades, enfatizando a saúde dos condôminos e dos funcionários”, comenta.

A pandemia aflorou os mais variados sentimentos, desde solidão, saudade, solidariedade e insegurança, até frustração e raiva. As pessoas vivem em uma montanha russa de sentimentos. E os síndicos, que já eram multitarefas, precisaram ter ainda mais jogo de cintura, deixando de lado as próprias preocupações, para cuidar das dos moradores, funcionários, prestadores de serviços e visitantes. “Talvez a maior lição que a pandemia esteja nos deixando é a de que não estamos sozinhos no mundo e precisamos uns dos outros”, opina.

Ela diz que o surgimento mais latente do home-office fez com que os condôminos tivessem de repensar e reorganizar as tarefas, não esquecendo de considerar os vizinhos, para que todos conseguissem exercer suas funções, sem nenhum empecilho. Na opinião de Vanessa, esse novo padrão de serviço veio para ficar, pois muitas empresas conseguem reduzir custos dessa maneira e é muito provável que optem por esse modelo de trabalho, mesmo depois que tudo passar.

“Imagino que o isolamento acústico entre as unidades passe a ser um diferencial importante quando alguém for adquirir um imóvel, assim como espaços na área comum para os moradores que optem por trabalhar sem sair de casa”, conclui.

Padaria Nova Guarulhos inovou fazendo entregas

Marco Antonio Pires, proprietário da Padaria Nova Guarulhos, relata que para fazer frente à queda na frequência, férias de funcionários tiveram de ser antecipadas e foi intensificada a venda com entrega em domicílio, pelo IFood, que havia sido iniciada pouco antes da pandemia. Novos hábitos foram criados: passaram a pedir produtos que antes só eram vendidos presencialmente, o que exigiu contratar mais um motoboy e adaptar a estrutura.

Cita também a dificuldade para fazer alguns clientes entenderem a necessidade de usar máscaras, não só ao entrar. Agora, quando foi liberado o consumo no local, foi preciso limitar a quantidade de clientes no salão e aos poucos o movimento voltou a crescer.

Marco crê que, de tudo de negativo que a pandemia trouxe, há de ficar algo de aprendizado para todos e que alguns costumes mudarão para sempre. Enquanto não houver vacina contra a covid, máscaras terão de continuar a ser usadas. Ele conclui agradecendo à ONG Olhar de Bia e à Vegus, pelas máscaras que foram disponibilizadas para serem fornecidas ao clientes.


X Supermercados vê tendência de crescimento nas vendas on-line

Falando como diretor da rede X Supermercados, que tem dez lojas, cinco das quais em Guarulhos e outras a implantar, Sílvio Alves relata o que foi preciso fazer para se adaptar à quarentena. “Por ser um ramo de atividade essencial, nós rapidamente tivemos que nos adaptar às normas e protocolos de segurança estabelecidos pelo Ministério da Saúde, governo do Estado e Prefeitura. Desde o início, colocamos barreiras nos caixas, disponibilizamos álcool em gel para todos os nossos colaboradores e clientes, disponibilizamos funcionários para fazer a constante limpeza dos carrinhos; instalamos pia, com água e sabão na entrada de todas as lojas, para higienização das mãos de funcionários e clientes, intensificamos todo processo de limpeza interna das lojas. Reforçamos ainda mais as medidas de higiene e segurança junto aos nossos colaboradores de nossas lojas e escritório”, conta.

Indagado se acha que o hábito de fazer compra de supermercado pela internet ou por telefone vai permanecer, respondeu: “Em relação à venda on-line, nós já praticávamos; então, foi mais tranquilo. Claro que teve um aumento na demanda, um incremento de 60% e hoje se mantém em torno de 20%, mas é uma tendência que só tende a crescer”, afirma.

Ao completar 50 anos, Faculdades Guarulhos tiveram de se reinventar

Fundadas pelos professores Celso Piva, Aparecida Najar e Adolfo de Vasconcelos Noronha, as Faculdades Integradas de Ciências Humanas, Saúde e Educação de Guarulhos estão comemorando 50 anos de contínua atividade neste mês de agosto.
Durante a pandemia, não foram poucos os desafios que as Faculdades Guarulhos tiveram de enfrentar.

Quem conta é Cíntia Piva, filha de Celso Piva. Ela fala também em nome de sua mãe, Teresinha Piva. a quem representa na mantenedora, a Associação Educacional Presidente Kennedy.

“Ainda bem que tenho uma cabeça aberta e pude contar com todo empenho da equipe, pois não foram poucos os obstáculos que, felizmente, soubemos superar. De totalmente presencial passamos para totalmente remoto. Que aprendizado!”, afirma.

Cintia comenta que é preciso analisar a diferença entre EAD (Educação à Distância) e aula remota, o que nunca se havia vivenciado. “Na EAD, a aula é gravada, disponibilizada para um público que pode ser infinito e que a acessa quando quiser. O custo da aula é dividido por um imenso número de alunos. Já na aula remota em tempo real, se tem de colocar o professor para falar com os mesmos alunos que estariam na sala de aula, só que estão em casa. Pode dar a impressão de que o custo diminuiu, mas é o contrário. O professor tem a sensação de que a Faculdade está se valendo da imagem dele, de certa forma invadindo sua casa e o aluno imagina que a Faculdade está economizando nas despesas de estrutura. Porém, foram muito elevados os investimentos que tivemos de fazer em plataformas digitais para suportar essas aulas remotas em tempo real”, relata.

Uma das dificuldades foi driblar o próprio receio da pandemia. “Falaram que todos estavam no mesmo barco. Mas, não! A tempestade foi a mesma para todos, mas cada um a vivenciou de um jeito, porque o barco de uns é muito mais precário que o de outros. Tivemos de lidar com essas diferenças, com algumas resistências e entender a realidade de cada aluno, cada professor, cada funcionário, praticamente sem respaldo do MEC, que se limitou a determinar o fechamento das faculdades”, comenta.

Segundo Cíntia Piva, essa experiência será válida para sempre, pois os alunos que escolheram as Faculdades Guarulhos o fizeram por preferir aulas presenciais e não há resposta para a pergunta: “Quando e como será a volta à sala de aula, com espaço maior entre os alunos, todos com máscaras, usando álcool gel?”. Ela questiona: “Nós temos de tomar todos os cuidados, mas, como o aluno vem para a  Faculdade? A grande maioria usa ônibus, onde tem aglomeração. O quê fazer quando eles chegarem à aula? Adianta medir a temperatura? E os assintomáticos? O novo normal só haverá quando for possível testar toda a população e saber quem já tem anticorpos, pois ainda não se tem remédio certo, nem vacina”, opina.

A mantenedora cita que tem como parâmetros de ética e respeito pelo ensino de qualidade, os princípios que seu pai, Celso Piva, a professora Aparecida e o professor Noronha deixaram como legado, além de docentes totalmente comprometidos com a Educação, que contribuíram para a história desses 50 anos. “A pandemia nos deu a oportunidade de recomeçar, com o mesmo alicerce, a mesma missão, aplicando os melhores recursos que a tecnologia nos permite”, sintetiza.

Cíntia se vale de sua experiência na Psicologia para ressaltar a importância da convivência, da troca de experiências, proporcionadas no contato pessoal. Porém, valoriza o que a tecnologia permitiu fazer e o quanto pode ser útil no pós-pandemia. “Conseguimos produzir aulas remotas divertidas, leves, com muito conteúdo, mesmo tendo sido pegos de surpresa. Queremos fazer e faremos muito melhor no segundo semestre, pois estamos mais preparados. Será difícil que as aulas presenciais retornem tão cedo; algumas das mais importantes universidades já anunciaram que não voltarão logo. Antes, o poder público precisa resolver a questão do transporte, para viabilizar que os alunos voltem a frequentar as aulas com segurança”, reivindica.

Afirma que a dedicação da equipe foi fundamental para superar os desafios. “Pudemos contar com pessoas fantásticas, que não mediram esforços para essa verdadeira façanha, pois tivemos de nos reinventar justo quando as Faculdades completam 50 anos. É impressionante como a equipe se revelou, soube adaptar-se à tecnologia; tudo que foi necessário eles fizeram, pudemos aprender juntos e nos saímos muito bem”, testemunha.

Salienta que quer proporcionar o melhor aos alunos da instituição. “Eles souberam compreender o momento, demonstraram confiança, desdobraram-se para acompanhar as lives e manter as atividades escolares em dia, admitindo os próprios erros e relevando os nossos, que foram inevitáveis no início”.

Ela diz que os aprendizados que a pandemia exigiu serão um legado valioso. A plataforma Microsoft Teams Office 365, que está sendo utilizada, permite, por exemplo, monitorar o conteúdo das aulas e o aproveitamento de cada aluno. Opina que a tendência é de aulas híbridas, mesclando a presencial com a tecnologia, e que o professor será condutor da interatividade entre os alunos e não apenas o protagonista como era até passado recente.

“A luta continua… Aos 50 anos, estamos recomeçando. Nada mais será igual, mas será melhor, pois esse aprendizado empírico irá transformar-se em breve em livro, nossa sociedade será diferente e quem não seguir as mudanças perecerá”, conclui.

Terceiro Setor mobilizou-se para atender os mais necessitados

A pandemia está sendo cruel principalmente para os mais necessitados. Por outro lado, entidades e movimentos sociais, capitaneados pela Organização da Sociedade Civil Olhar de Bia, uniram-se para ajudar como fosse possível, como conta a idealizadora Bia Martins, que enumera algumas ações:

ViralizeOBem: Iniciamos a campanha para arrecadar alimentos, itens de higiene e material de limpeza (O Kit Vida) para famílias da periferia. Conseguimos levar ajuda para 15 mil pessoas em 75 bairros de Guarulhos e Grande São Paulo.

MascarasParaTodos: A Vegus Construtora se juntou a nós, patrocinando a produção de 100 mil máscaras de pano para pessoas em vulnerabilidade social em toda a Grande São Paulo, comércio e trabalhadores, incentivando a adquirir máscaras para seus clientes, familiares e conhecidos.

MissãoColômbia: Devido ao cenário da pandemia no Brasil, 200 imigrantes colombianos tentaram regressar para o seu país e foram barrados, tendo de ficar no Aeroporto de Guarulhos por mais de dois meses. O Grupo Conectados liderou a ação de suporte emocional e social durante esse período e com o apoio do Consulado e da direção da GRU Airport, conseguimos enviá-los de volta ao seu país.

Conectados do Terceiro Setor: O Grupo foi fundado em 2015 pelo presidente da ONG Olhar de Bia, Ricardo Martins, com a missão de trocar conhecimentos, ideias e experiências sobre o Terceiro Setor, contando com mais de 40 organizações (entre associações, institutos e movimentos). Durante a pandemia, o grupo está liderando a atuação do Terceiro Setor com ações diárias, beneficiando moradores de rua, periferias e casas de apoio, totalizando três mil pessoas atendidas. Além disso, pretende-se formalizar os coletivos e institucionalizá-los como OSCs.

Integrantes do Grupo Conectados


OSC Olhar de Bia, Casas André Luiz, Casa de David, OSC A história mais bonita, Ciaag Centro de Inclusão e Apoio ao Autista de Guarulhos, Clube de Mães Novo Recreio, Grupo de Apoio Social Pão Nosso, Projeto Fazendo a Diferença, Associação SOS Família São Geraldo, OSC Ação Vida, Plantão da Solidariedade, Associação Pikiticos Cidadania em Ação, Projeto Social Transformados pra Transformar, OSC Eco Social Água Azul, Projeto Entre nessa onda, Aciseg (Associação Cultural Interligada Social Esportiva Guarulhos), Associação Babi, Instituto Social Projetar, OSC Atitude do Bem, Projeto Social Doe Sangue Guarulhos, Associação Cultural e Ambiental Chico Mendes, Instituto Cristiane Camargo, Projeto Social Mandela Free, Projeto Social Corrente do Bem – Prato Solidário, Espaço Cultural Nova Bonsucesso e OSC Ecoficina de Oficinas.