Começa neste domingo nova série de “Teatro em casa” do Sesc. Confira a programação

 

O Sesc São Paulo promove, desde maio, a série Teatro #EmCasaComSesc, com a transmissão de diferentes trabalhos cênicos, direto da casa dos artistas, sempre às segundas, quartas, sextas e domingos, às 21h30.

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Neste domingo, 30/8, os atores Leonardo Rocha e Mariana Arruda, do Grupo Maria Cutia, fazem uma releitura para tempos de isolamento social do “Auto da Compadecida”, clássico do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna (1927-2014), dirigido por Gabriel Villela. A peça narra as aventuras picarescas de João Grilo e Chicó, que começam com o enterro e o testamento do cachorro do padeiro e de sua mulher e acabam em uma epopeia milagrosa no sertão, envolvendo o clero, o cangaço, Jesus, Maria e o Diabo. Todo o cenário e as canções, que são executadas ao vivo na peça, também foram adaptados para a encenação. O diretor Gabriel Villela, reconhecido pelo estilo barroco de seus espetáculos, faz nesta adaptação uma analogia estética entre a cor dos figurinos e a cor da lama do rompimento das barragens de mineradoras em Minas Gerais. Esse traço contemporâneo é uma característica presente em todo o espetáculo. A classificação é livre.

Abrindo a semana, Lilian de Lima apresenta “Pagu, Anjo Incorruptível”, na segunda-feira (31/8). O espetáculo musical sobrepõe camadas narrativas ficcionais e teatro documentário, a partir de fragmentos da vida e obra da jornalista, escritora e ativista Patrícia Galvão (1910-1962), conhecida como Pagu. A atriz, que também canta e assina a dramaturgia e direção, traz para a cena a história ficcional, mas tão real e possível, de outra Patrícia: uma moradora da periferia de São Paulo nos dias de hoje. Duas mulheres, duas Patrícias separadas pelo vão de um século, trazem à tona uma pergunta: em cem anos, o que de fato mudou? O espetáculo estreou em 2018 e fez turnê em várias cidades brasileiras. Lilian de Lima é atriz, cantora, dramaturga, diretora e preparadora vocal. Fundadora do Núcleo Toada, também faz parte do grupo paulistano Cia. Do Tijolo, entre outros. Classificação: 14 anos.

Partindo de uma leitura própria do mito de Medeia e da invisibilização da voz feminina, “Medeia Negra”, com a atriz Márcia Limma, na quarta-feira (2/9), traz o patriarcado como uma metáfora das mortes que as mulheres negras são obrigadas a carregar. A peça, que está há dois anos em cartaz, traz a interculturalidade e referências afro diaspóricas, por meio de arquétipos das divindades como Nanã, Iansã, Exu e Omolu. No tempo passado, presente e futuro, a personagem desconstrói o mito para convocar as mulheres à retomada do poder. A ancestralidade e a evocação aos cânticos negros de libertação disparam um embate entre público e personagem, a partir das reflexões levantadas. O solo de Márcia Limma, nona montagem do Grupo Vilavox, começou no interior do estado da Bahia, em 2018, passando por diversas cidades brasileiras e chegando até a Alemanha, além de ter sido apresentado no FIT – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. A direção é de Tânia Farias, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS), com dramaturgia de Márcio Marciano e Daniel Arcades. Márcia Limma é atriz, cantora e performer, e nasceu no bairro de Pituaçu, em Salvador (BA). Filha de uma empregada doméstica, conheceu o mundo levada pelo teatro, seu ofício e paixão. Classificação: 16 anos.

Comemorando 35 anos de carreira, a atriz Ana Beatriz Nogueira (foto em destaque, de Dalton Valério) apresenta o solo “Um Dia a Menos”, que será apresentado na sexta-feira (4/9). Adaptação do conto homônimo de Clarice Lispector (1920-1977), com direção de Leonardo Netto, a peça acompanha a história de Margarida, uma mulher às vezes engraçada, às vezes patética, que traz uma humanidade à flor da pele. A personagem vive só, desde que sua mãe morreu, na mesma casa onde nasceu e cresceu. Ela cumpre seus rituais diários, esquenta sua comida, almoça, torce para que o telefone toque, e vai buscando o que fazer até a hora do jantar, quando finalmente anoitece e pronto, um dia a menos. Até que, esgotada pela repetição infinita, Margarida tem um rompante inesperado. Em tom intimista e com economia de recursos, Ana Beatriz Nogueira utiliza apenas uma poltrona, uma mesa de apoio e um telefone para chegar ao essencial do teatro: o ator e a ideia central contida no texto. Classificação:  14 anos.

No domingo (6/9), Felipe Rocha, do grupo Foguetes Maravilha, recebe o público para a apresentação de “Ele Precisa Começar”, primeiro texto escrito pelo ator. A peçaconta a história de um homem de 35 anos, fechado em um quarto de hotel, numa segunda-feira de folga, que se dispõe a começar a escrever uma narrativa ficcional. Como não tem nada planejado, escolhe a si mesmo e ao seu quarto de hotel como ponto de partida para sua história. A partilha com os espectadores do processo de criação da escrita desse texto se mistura às situações que o autor enfrenta ao ver-se abduzido pelos universos e personagens que cria. A direção do espetáculo é do próprio ator, em parceria com Alex Cassal, e a classificação é 12 anos.

Agenda de 30 de agosto a 6 de setembro, sempre às 21h30

30/8, domingo: Grupo Maria Cutia, com Leonardo Rocha e Mariana Arruda, em “Auto da Compadecida”

31/8, segunda: Lilian de Lima em “Pagu, Anjo Incorruptível”

2/9, quarta: Márcia Limma em “Medeia Negra”

4/9, sexta: Ana Beatriz Nogueira em “Um dia a Menos”

6/9, domingo: Felipe Rocha, do grupo Foguetes Maravilha,  em “Ele Precisa Começar”

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