Hospital de campanha do Ibirapuera encerra atividades neste sábado

Hospital de campanha para tratamento de covid-19 do Complexo Esportivo do Ibirapuera
 

O Hospital de Campanha do Ibirapuera, montado pelo governo estadual, iniciou as atividades em 1º de maio, com 268 leitos, incluindo 28 de Terapia Intensiva. No dia 31 de maio, a unidade atingiu um total de 669 pacientes recebidos. O pico da demanda ocorreu em junho, com 1.492 pacientes. Ao longo do período, o hospital atendeu 3.189 pacientes, foram salvas 2.431 vidas, houve 725 transferências para outras unidades e 24 pessoas faleceram.

Pacientes de 106 cidades foram recebidos pelo serviço, especialmente das regiões da Grande São Paulo, Campinas e Piracicaba, para as quais o hospital de campanha foi estabelecido como referência com a finalidade de dar suporte à demanda local.

A unidade contou com o trabalho de 800 profissionais, sendo mais de 200 médicos, cerca de 450 profissionais de Enfermagem, além de equipes de Fisioterapia, Farmácia, Assistência Social, Nutrição, Psicologia, Fonoaudiologia, apoio técnico e recepção.

Segundo informe da Secretaria de Estado da Saúde, foram investidos R$ 12 milhões na obra e custeio de R$ 10 milhões mensais, totalizando, portanto, R$ 62 milhões. A área total é de 7,5 mil metros quadrados e ocupou o gramado e parte da pista de atletismo do Complexo, com apoio da Secretaria de Estado de Esportes para uso do espaço. Devido à queda na taxa de ocupação da rede hospitalar da Capital, chegou-se à conclusão da não-necessidade de manter o funcionamento do hospital de campanha.

Os equipamentos instalados na unidade serão doados pelas empresas MChacon e Deca, parceiros do hospital, para entidades assistenciais e outras unidades de saúde, totalizando 268 colchões, 100 camas, 12 televisões, 74 vasos sanitários, 118 torneiras, 14 chuveiros, 62 cubas de porcelana, 53 pias e quatro tanques de aço inox.