Testes com hidroxicloroquina nos EUA dão resultado, mas uso ainda não é indicado

 

Estão circulando nas redes sociais muitas informações otimistas sobre os resultados positivos feitos nos Estados Unidos da América para tratar pacientes com a Covid-19. O presidente Donald Trump pediu urgência à FDA, agência equivalente à Anvisa brasileira, no sentido de autorizar o uso do medicamento, mediante receita médica.

No entanto, as autoridades científicas estão cautelosas quanto à rápida liberação. Reportagem do portal UOL informa que a cloroquina é utilizada para tratamento da malária há décadas, mas as doses que foram aplicadas nos EUA nesses testes para tratar os efeitos do coronavírus foram superiores às que são utilizadas contra a malária.

Reproduzimos trecho do UOL no qual pesquisador brasileiro explica alguns motivos para não haver precipitação e tratar dessa possível solução com muito cuidado:

“É preciso lembrar que os casos mais graves de covid-19 são de pessoas mais idosas, que têm doenças cardíacas, entre outras. Um dos efeitos colaterais importantes da cloroquina é justamente a facilitação de arritmias cardíacas”, esclarece Marcus Lacerda, médico infectologista e especialista em saúde pública da FioCruz do Amazonas. “O uso desse medicamento no momento não é ponderado, porque isso, eventualmente, pode levar até ao aumento da morte dessas pessoas”, adverte Lacerda, que neste momento aguarda aprovação do Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) para iniciar uma pesquisa pioneira no Brasil para comprovar a segurança do uso das doses aplicadas pelos chineses.

Se quiser ler na íntegra a reportagem do UOL:

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/03/19/cloroquina-o-que-se-sabe-sobre-remedio-que-pode-tratar-coronavirus.htm