Deputado reage a restrição do atendimento no Pronto Socorro do Hospital Geral

 

De posse da informação de que o governador João Doria irá restringir, a partir do dia 1º de fevereiro, o atendimento da demanda espontânea no pronto-socorro do no HGG (Hospital Geral de Guarulhos), o deputado estadual Márcio Nakashima encaminhou ofício ao secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, solicitando esclarecimentos sobre os motivos que levaram a essa drástica medida e quais providências serão adotadas para suprir a demanda dessa unidade de alta complexidade, referência para a população de Guarulhos e de mais dez municípios da região do Alto Tietê.

A pretensão do governo estadual é que o pronto-socorro do Hospital Geral, a exemplo do que já acontece no Hospital Padre Bento, passe a atender apenas pacientes que cheguem de ambulância; ou seja, após ter passado por atendimento em uma UBS ou UPA.

O que se questiona é que acidentes e crimes acontecem também nas proximidades do Hospital Geral. Por exemplo, alguém que seja assaltado após descer do trem e seja esfaqueado, não poderia ser socorrido ali ao lado, tendo de aguardar a chegada de uma ambulância, o que pode ser fatal.

“Restringir o atendimento à população neste momento de avanço da pandemia da Covid19 chega a ser desumano e cruel. Um atentado à vida! Guarulhos há muito sofre com a precariedade dos serviços de saúde”, afirma Nakashima.

Os hospitais públicos, segundo o parlamentar, já operam no limite e também não dão conta de atender à demanda de urgência e emergência. “A população enfrenta de tudo: desde a falta de profissionais da saúde até de equipamentos, materiais e insumos básicos. Não permitiremos que as portas do HGG sejam fechadas sem alternativa de atendimento digno à população”, conclui.

O Click Guarulhos também questionará a Assessoria de Imprensa da Secretaria estadual da Saúde, para que esclareça exatamente como se pretende que o HG passe a funcionar a partir da segunda-feira, 1/2. Assim que houver resposta, informaremos.